A Sudene aprovou R$120 milhões, segunda parcela do pacote de R$600 milhões do FDNE, para o trecho entre Eliseu Martins (PI) e o Porto do Pecém (CE). Os recursos vão acelerar o escoamento de milho, sorgo, gesso e calcário, reforçando a logística do interior e a ligação com o porto.
A Diretoria Colegiada da Sudene aprovou, nesta segunda-feira (27), a liberação de R$ 120 milhões para a Ferrovia Transnordestina. Este valor corresponde à segunda parcela de um total de R$ 600 milhões que foi aprovado no início deste mês através do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Na primeira liberação, foram desembolsados R$ 359,7 milhões.
Os recursos serão aplicados no trecho que liga Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto de Pecém, no Ceará. Este trecho já opera parcialmente no transporte de cargas como milho, sorgo, gesso agrícola e calcário. Com a nova liberação, o total de recursos desembolsados para a Transnordestina chega a R$ 479,7 milhões.
Esse aporte de R$ 600 milhões faz parte de uma programação maior, que prevê um total de R$ 1 bilhão a ser destinado pelo FDNE para o empreendimento em 2026.
“A liberação cumpre os requisitos técnicos do financiamento, dando continuidade ao cronograma financeiro do empreendimento e à execução das obras”, afirmou o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre.
Wandemberg Almeida, diretor de Fundos e Investimentos da Sudene, destacou que a construção da Ferrovia Transnordestina está gerando mais de três mil empregos, tanto diretos quanto indiretos.
A Transnordestina é uma peça chave na infraestrutura logística do Nordeste, com o objetivo de aumentar a capacidade de transporte de cargas na região. A Sudene participa do financiamento do projeto através do FDNE, que tem previsão de destinar R$ 7,4 bilhões à ferrovia até 2027. Até o momento, R$ 6,6 bilhões já foram liberados, incluindo R$ 800 milhões que vieram do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor).
A Ferrovia Transnordestina terá uma extensão total de 1.206 quilômetros, dos quais 727 km já estão concluídos. A ferrovia passará por 53 municípios dos estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. Estima-se que essa estrada de ferro terá capacidade para transportar mais de 30 milhões de toneladas de cargas anualmente.
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