Organizações sociais e coletivos de Sergipe que atuam em favelas e comunidades periféricas poderão se inscrever no edital BNDES Periferias Fortes – Nordeste, lançado no dia 30 de junho pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Instituto Ekloos.
Com um investimento superior a R$ 17 milhões, o edital selecionará 85 iniciativas nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. As organizações escolhidas participarão de uma jornada de desenvolvimento institucional, promovida pelo Instituto Ekloos, que incluirá capacitações, mentorias especializadas, apoio à formalização e acesso a recursos financeiros de até R$ 100 mil para as pequenas organizações e até R$ 300 mil para as de médio porte.
O edital faz parte da estratégia BNDES Periferias, a principal plataforma do Banco voltada para o desenvolvimento integrado de favelas e comunidades urbanas. “O desenvolvimento do Brasil passa pelas periferias. Esses territórios têm potência econômica, capacidade empreendedora, lideranças comunitárias fortes e soluções construídas por quem conhece de perto os desafios locais. O papel do BNDES é ajudar essas iniciativas a ganharem escala, gerando renda, oportunidades e inclusão produtiva onde elas são mais necessárias”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
A apresentação oficial do edital ocorreu durante um evento na sede regional do BNDES, em Recife (PE), com a presença de Celina Rangel Tura, chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação do BNDES, e Andréa Gomides, fundadora do Instituto Ekloos. As inscrições podem ser realizadas por meio da plataforma oficial do programa, onde também estão disponíveis o edital completo e as orientações necessárias para participação.
“O desenvolvimento das periferias brasileiras passa pelo fortalecimento das lideranças e das organizações sem fins lucrativos que atuam diariamente nos territórios. Muitas dessas iniciativas já produzem transformações relevantes, mas enfrentam desafios para acessar recursos, estruturar processos e ampliar seu alcance. Com o BNDES Periferias Fortes – Nordeste, queremos contribuir para que essas organizações ganhem mais sustentabilidade, capacidade de gestão e potencial de impacto”, destacou Andréa Gomides.
Podem participar do edital organizações sem fins lucrativos formalizadas, bem como coletivos ainda não formalizados, desde que possuam histórico comprovado de atuação em seus territórios. As iniciativas devem desenvolver ações voltadas à promoção de benefícios para populações de baixa renda, especialmente nas áreas de geração de emprego e renda, educação, saúde, esporte, justiça, meio ambiente, serviços urbanos e desenvolvimento regional.
O programa valoriza também organizações lideradas por mulheres, jovens, pessoas negras e moradores das comunidades periféricas. Celina Tura comentou: “O Banco percebe as favelas como territórios de potência e de inovação. Por isso, valorizamos muito no BNDES Periferias o protagonismo da população local.”
Durante seis meses, os participantes terão acesso a uma trilha de formação com capacitações online e ao vivo, além de mentorias individualizadas. Os conteúdos abordarão temas como elaboração e gestão de projetos, captação de recursos, comunicação, planejamento estratégico, transparência, governança, inteligência artificial aplicada ao terceiro setor e modelos de sustentabilidade financeira.
As mentorias serão personalizadas para cada organização, focando na aplicação prática dos conhecimentos adquiridos e na construção de estratégias para fortalecimento institucional. Ao final da jornada, os participantes apresentarão seus planos de sustentabilidade e consolidação institucional para uma banca de avaliação.
As iniciativas poderão receber apoio financeiro de até R$ 300 mil, e o programa também prevê apoio à formalização de coletivos que ainda não possuem registro jurídico. Para apoiar a participação das lideranças ao longo da formação, o edital também prevê a concessão de bolsas de incentivo.
Desde 2024, o BNDES Periferias já disponibilizou R$ 355 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Socioambiental do Banco para ações em favelas e comunidades urbanas, com a expectativa de apoiar mais de 9 mil empreendedores periféricos.
“O BNDES Periferias foi construído em diálogo com quem vive e atua nas comunidades. Nosso objetivo é reconhecer e fortalecer a capacidade de organização desses territórios”, concluiu Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES.

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