Uma parte significativa dos integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) em Sergipe não comparecerá à convenção que o PT e o PSD realizarão no dia 5 de agosto, em Aracaju. A corrente petista Articulação de Esquerda (AE) se reunirá no próximo sábado para decidir se participará ou não do evento político que conta com a participação de lideranças do PT, do PSD e de outros partidos.
A Articulação de Esquerda já havia expressado sua insatisfação com a direção estadual do PT, que, segundo eles, se rendeu à influência do governo estadual liderado por Fábio Mitidieri. Para os integrantes da AE, aliar-se a figuras como Mitidieri e André Moura (União) representa a aprovação de medidas que incluem a privatização de serviços públicos e o desmonte das áreas de saúde e educação.
A Articulação de Esquerda alertou que esse acordo político não teve seu apoio, afirmando que subir no palanque de Fábio Mitidieri é desrespeitar os servidores e comprometer a qualidade dos serviços públicos.
Além de não comparecer à convenção, os petistas da AE podem organizar mobilizações durante a campanha eleitoral em protesto contra a reeleição de Mitidieri e dos candidatos apoiados por ele.
No cenário político, a situação se complica ainda mais, com a discussão sobre os altos salários de magistrados no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) que voltaram a ser pauta nacional, conforme publicado recentemente. A crítica à disparidade salarial entre juízes e a maioria da população é um tema recorrente nas discussões públicas.
Outra questão que gera preocupação é o projeto do gasoduto Sergipe Águas Profundas, que pode ser afetado por mudanças nas regras de comercialização de gás natural. A diretora da Petrobras, Sylvia Anjos, enfatizou a importância de um ambiente regulatório estável para garantir investimentos significativos no setor.
Por outro lado, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe decidiu, em uma votação recente, não acatar o pedido de perda de mandato do vereador Breno Garibalde (PSB) por suposta infidelidade partidária, destacando que a ação foi impetrada fora do prazo legal.
Em um pleito pela participação popular, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), defendeu a realização de um plebiscito para decidir o futuro da Zona de Expansão da cidade, ressaltando que a consulta à população é essencial para o desenvolvimento da área.
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