Uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) afastou o deputado Alex Manente do comando nacional do partido Cidadania, conforme anunciado nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026. A determinação foi proferida pelo desembargador Rômulo de Araújo Mendes e anula o congresso que havia sido convocado pelo grupo de Manente e Roberto Freire, que elegeu a nova direção da sigla.
A decisão favorece o grupo liderado por Comte Bittencourt, que atualmente preside o PSB no Rio de Janeiro. A alegação para a anulação é que a reunião que resultou na nova presidência do partido não atingiu o quórum mínimo exigido pelo estatuto do Cidadania. De 102 membros do diretório nacional, 65 assinaram um documento afirmando que não estavam presentes na reunião.
A disputa interna no Cidadania teve início no ano passado, quando a Justiça determinou a destituição da direção presidida por Bittencourt e a posse do antigo presidente, Roberto Freire. A liminar que levou à troca de comando foi baseada na falta de registro em cartório da ata da reunião que alterou a direção do partido em 2023.
Com Freire novamente à frente da sigla, que conta com quatro deputados na Câmara, ele buscou emplacar Alex Manente como presidente e manter a federação com o PSDB. Em entrevista, Alex Manente afirmou que aguardará a publicação da decisão para se manifestar. Por outro lado, Comte Bittencourt, embora não esteja mais na legenda, considerou a decisão uma “boa decisão”.
“Mostra o golpe que foi dado no partido, em um congresso fraudado. O desembargador reconstitui a normalidade e o respeito ao estatuto partidário. Mas foi um processo sofrido, porque houve um esvaziamento do partido”, afirmou Bittencourt.
A reportagem também procurou a ex-deputada Luzia Ferreira, que era vice-presidente na chapa que disputou o comando do partido com Bittencourt e permanece à frente do processo na legenda. O espaço está aberto para mais comentários sobre essa situação.
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