O 4º LIRAa de 2026 mostrou que quatro municípios, entre eles Simão Dias, saíram do alto para risco médio, informou a SES. Casos em alto risco caíram de 7 para 4 (-42,9%); 47 estão em médio e 24 em baixo.
O quarto Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 mostrou que os municípios de Areia Branca, Riachão do Dantas, Ribeirópolis e Simão Dias conseguiram sair da faixa de alto risco para o status de médio risco. A informação foi divulgada na terça-feira, 28 de julho, pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).
A SES destacou que o número de municípios classificados como de alto risco caiu de sete para quatro, representando uma redução de 42,9%. Atualmente, além dos quatro municípios em alto risco, há 47 com médio risco e 24 com baixo risco, o que corresponde a 5,33%, 62,67% e 32% das 75 cidades do estado, respectivamente.
O levantamento, realizado com o auxílio dos Agentes de Combate às Endemias (ACE), mede a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Os índices de infestação são classificados da seguinte forma: satisfatório, com valores de 0 a 0,9; médio risco, de 1,0 a 3,9; e alto risco, com valores iguais ou superiores a 4,0.
Na quarta edição do LIRAa, os municípios de Frei Paulo, Itabaiana e Nossa Senhora da Glória continuaram na faixa de alto risco. Graccho Cardoso, que na pesquisa anterior apresentava um índice de 1,7, agora integra o grupo de alto risco ao alcançar um índice de 5,8.
Entre os municípios que precisam de maior atenção, Itabaiana é o único que permaneceu na faixa de alto risco em todos os levantamentos de 2026. Ao longo do ano, o município registrou índices de 5,1; 4,8; 4,9 e, agora, 4,4, sendo este o menor valor do período, mas ainda considerado de alto risco.
Os municípios classificados em baixo risco aumentaram de 19 para 24, o que representa um crescimento de 26,3%. Por sua vez, aqueles em médio risco diminuíram de 48 para 47.
A Secretaria Municipal de Saúde de Simão Dias, em resposta a questionamentos, ressaltou que a redução do índice de infestação é resultado do trabalho efetivo das equipes de endemias, aliadas ao engajamento da população.
Medidas preventivas são essenciais, uma vez que o Aedes aegypti é responsável pela transmissão de arboviroses. O mosquito utiliza qualquer recipiente que acumule água para depositar seus ovos, reforçando a importância de ações contínuas em residências.
A população deve ficar atenta a vasos de plantas com água parada, caixas d’água destampadas, reservatórios descobertos, pneus e outros locais que possam se tornar criadouros. A eliminação desses espaços é a forma mais eficaz de interromper o ciclo de reprodução do mosquito transmissor.
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