O programa federal de renegociação de dívidas já alcançou 6 milhões de pessoas. Muitos sergipanos podem estar entre os beneficiados, especialmente os com dívidas de até R$ 100.
O programa Novo Desenrola, iniciativa do governo federal voltada à renegociação de dívidas de pessoas físicas, já beneficiou, nos primeiros dias de sua implementação, mais de 6 milhões de pessoas e famílias. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante uma entrevista nesta terça-feira, 9 de junho.
Segundo Durigan, desse total, cerca de 4 milhões de pessoas conseguiram quitar suas dívidas. O ministro detalhou que muitas dessas dívidas são de pequeno valor, com montantes de até R$ 100.
“São pessoas com dívidas pequenas de até R$ 100”, destacou o ministro da Fazenda durante a entrevista.
O Novo Desenrola Brasil foi criado com o objetivo de reduzir a inadimplência e facilitar a recuperação do crédito, principalmente para brasileiros de baixa e média renda, especialmente aqueles que recebem até cinco salários mínimos e possuem dívidas bancárias em atraso.
O programa oferece condições mais favoráveis do que as praticadas no mercado, visando a quitação ou o parcelamento das dívidas. Entre as principais características estão descontos que podem alcançar até 90% sobre o valor da dívida e juros reduzidos, limitados a cerca de 1,99% ao mês. O parcelamento das dívidas pode ser feito em até 48 meses.
Além disso, há a possibilidade de utilização de parte do FGTS para abater débitos e a “desnegativação” de consumidores com dívidas de pequeno valor.
Durante a entrevista, Durigan comentou sobre a alta taxa de juros no Brasil, que tem impactado negativamente a população. No entanto, ele enfatizou que, por meio do Novo Desenrola, o governo tem atuado para auxiliar as pessoas a enfrentarem essa situação financeira. “Dados desta manhã mostram que mais de 6 milhões de pessoas e famílias já foram beneficiadas pelo Novo Desenrola logo nos primeiros dias do programa”, disse o ministro, enfatizando que essa é uma mobilização nacional com previsão de término em 2 de agosto.
O ministro também ressaltou que cerca de 4 milhões de pessoas foram negativadas por dívidas pequenas e que 1,1 milhão já quitou suas dívidas à vista, obtendo descontos médios superiores a 80%. “Essas pessoas limparam o nome e estão novamente aptas a consumir”, concluiu.
Além disso, Durigan negou que a alta dos juros no país seja resultado de gastos excessivos do governo, atribuindo a situação a desarranjos causados, em grande parte, por conflitos internacionais. Ele reafirmou que, do ponto de vista fiscal, as metas do governo continuam a ser cumpridas.
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