A tuberculose, uma doença que atinge principalmente os pulmões, demanda um diagnóstico preciso para evitar sua transmissão e garantir tratamentos eficazes. Em Sergipe, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SE), sob a gestão da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), desempenha um papel fundamental nesse processo.
De acordo com Lucyano Renovato, gerente de Microbiologia do Lacen, o fluxo de exames é adaptado de acordo com a condição clínica de cada paciente.
“O Lacen dá o suporte laboratorial para que se possa entregar uma resposta que auxilie o médico no tratamento e no direcionamento da terapêutica para cada situação”,
afirmou. Ele explicou que, para casos novos, é realizado o Teste Rápido Molecular (TRM/TB), enquanto para casos de retratamento, são analisadas duas amostras do paciente, abrangendo exames de baciloscopia, TRM/TB, cultura e teste de sensibilidade a medicamentos.
O laboratório também é crucial na identificação rápida da tuberculose e de possíveis resistências a medicamentos.
“A resistência é a maior preocupação com relação a este tipo de tratamento, visto que se trata de um problema global de saúde pública”,
destacou Lucyano, ressaltando a importância de ter equipamentos que direcionem o tratamento.
Além do TRM, o Lacen realiza a extração de DNA do Mycobacterium tuberculosis para a metodologia de LPA, que investiga genes associados à resistência. O procedimento de cultura microbiológica é considerado o “padrão ouro” para identificar o microrganismo e suas características genéticas.
“Cada metodologia possui níveis variados de sensibilidade e especificidade, sendo necessário utilizar os exames de forma estratégica”,
completou.
O Lacen também identifica micobactérias não tuberculosas (MNTs), que podem causar doenças graves. Através do exame de baciloscopia, é possível direcionar a investigação para isolamento de MNT, permitindo um tratamento adequado.
“Posteriormente, promovemos o crescimento do microrganismo em cultivo específico e o encaminhamos para o Laboratório de Referência para identificação”,
explicou.
Além da realização de exames, a unidade se dedica à capacitação e controle de qualidade das unidades que realizam baciloscopia em Sergipe.
“A partir da capacitação técnica das equipes municipais, fazemos o controle de qualidade para monitorar o tratamento dos pacientes”,
ressaltou.
É importante que a população esteja atenta aos sintomas da tuberculose, sendo a tosse persistente por três semanas ou mais o principal sinal. Outros sintomas incluem febre vespertina, suor noturno, perda de peso e escarro com sangue. Cidadãos que apresentem esses sinais devem procurar uma unidade básica de saúde o mais rápido possível.
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