Em maio, a região Nordeste registrou um total de 1.186.339 empresas inadimplentes, conforme os dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. O total de dívidas negativadas na região alcançou 6.370.670, somando cerca de R$ 19,4 bilhões.
Dentre os estados nordestinos, a Bahia liderou o número de empresas negativadas, contabilizando 328.055 CNPJs inadimplentes. Em seguida, aparecem Pernambuco, com 214.259, e Ceará, com 191.840. Do ponto de vista financeiro, o Rio Grande do Norte apresentou a maior dívida média por empresa, que foi de R$ 22.030,02, além de ter o maior ticket médio de R$ 3.507,43.
No cenário nacional, o Brasil manteve um patamar recorde de empresas negativadas em maio de 2026, com mais de 9 milhões de negócios nessa situação. O total de dívidas negativadas no país chegou a R$ 229,9 bilhões. Em média, cada CNPJ inadimplente possuía sete contas em atraso, com uma dívida média de R$ 25.494,08 e um ticket médio de R$ 3.515,52.
A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, comentou sobre a situação:
“O dado chama atenção não apenas pela manutenção da inadimplência em um patamar recorde, mas também pelo avanço do volume financeiro das dívidas. Isso mostra que o desafio das empresas não está apenas em evitar a negativação, mas principalmente em conseguir reduzir o passivo acumulado. Em um contexto de crédito ainda restritivo, juros elevados e desaceleração da atividade econômica, muitas empresas enfrentam dificuldades para recompor caixa, administrar o capital de giro e recuperar sua capacidade financeira”.
Em relação aos setores mais afetados, 55,6% das empresas inadimplentes pertenciam ao setor de “Serviços”. Em seguida, estavam as do “Comércio” (32,3%), “Indústria” (8,1%) e do setor “Primário” (0,9%). Camila acrescentou que
“Até recentemente, a principal pressão vinha da estrutura de custos e das condições de financiamento. Agora, começamos a observar também um ambiente menos favorável para a geração de receita.”
Além disso, o segmento de “Serviços” foi responsável por 31,5% das dívidas, seguido por “Bancos/Cartões” (19,5%), “Cooperativas” (8,6%), “Utilities” (6,9%) e “Telefonia” (5,7%). A economista destacou que
“Muitas empresas enfrentam dificuldades para administrar o conjunto de compromissos necessários à manutenção da operação e do capital de giro.”
Por fim, as micro e pequenas empresas continuam a ser a maioria entre as negativadas, com 8,5 milhões de CNPJs nessa situação, acumulando 59 milhões de dívidas que totalizaram R$ 198,8 bilhões. Camila concluiu:
“Muitas vezes, o valor individual de cada dívida pode não parecer elevado, mas o acúmulo desses compromissos representa uma pressão significativa sobre o caixa.”






Siga o Giro por Sergipe e receba as notícias do estado em primeira mão.
