A deputada federal por Sergipe apresentou requerimento para que o Itamaraty proponha à China um canal seguro para denúncias verificáveis de vídeos que mostram maus-tratos a animais. Ela classifica o material como perturbador.
A deputada federal Delegada Katarina (PSD-SE) apresentou um requerimento na Câmara dos Deputados com o intuito de que o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, proponha às autoridades chinesas a criação de um canal oficial e seguro para denúncias. O foco é encaminhar informações verificáveis sobre vídeos e publicações que retratam tortura, morte e outras formas de maus-tratos a animais.
A parlamentar destacou a gravidade da situação ao afirmar:
“Recebemos material perturbador, com animais torturados e mortos para gerar audiência e dinheiro. Parte do material recebido cita perfis supostamente ligados a usuários localizados na China. Essas informações ainda dependem de confirmação pelas autoridades competentes. Por isso, apresentei o requerimento, porque uma denúncia dessa gravidade não pode ficar sem resposta. Precisamos preservar as provas, localizar os responsáveis e impedir que a crueldade continue sendo vendida como conteúdo”,
afirmou.
O requerimento solicita que o Itamaraty forneça informações sobre a legislação chinesa, os órgãos responsáveis por receber e apurar denúncias, além dos procedimentos disponíveis para preservar dados e identificar usuários. O texto também pede que o canal seja utilizado para solicitar a retirada de páginas, perfis e publicações, conforme as regras vigentes na China.
É importante ressaltar que o documento evita qualquer generalização negativa contra o país, suas instituições ou população. A deputada enfatizou:
“Não fazemos uma acusação contra a China ou sua população. O pedido é de cooperação para investigar condutas individuais. Quem tortura um animal, publica a cena e lucra com isso precisa ser identificado e responsabilizado”,
declarou.
Além disso, Delegada Katarina defende a participação das plataformas digitais e dos intermediários financeiros na preservação de dados, na identificação dos responsáveis e no bloqueio da circulação e do pagamento por esse tipo de material. A proposta visa não apenas combater a crueldade contra os animais, mas também promover um esforço conjunto para responsabilizar os envolvidos.
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