A catarata atinge cerca de 94 milhões de pessoas em todo o mundo e é uma das principais causas de cegueira, apesar de ser tratável com uma cirurgia segura e eficaz. Contudo, um dos maiores desafios enfrentados por oftalmologistas é fazer com que os pacientes busquem atendimento logo nos primeiros sinais da doença. Muitos acabam atribuindo a perda gradual da visão apenas ao envelhecimento, adiando a consulta médica e chegando ao consultório com a catarata em um estágio mais avançado, o que pode tornar a cirurgia mais complicada e prolongar a recuperação.
O oftalmologista Fábio Ursulino, especialista em catarata do Hospital de Olhos de Sergipe (HOS), explica que “a catarata é um processo natural do envelhecimento da lente do olho. Com o passar dos anos, essa lente vai ficando opaca, provocando um embaçamento progressivo da visão. O problema é que muitas pessoas acreditam que isso faz parte da idade e acabam adiando a consulta com o oftalmologista”.
Entre os primeiros sinais da doença estão a visão embaçada, dificuldade para dirigir à noite, aumento da sensibilidade à luz, necessidade frequente de trocar o grau dos óculos e alterações na percepção das cores. Como a catarata normalmente afeta ambos os olhos e evolui lentamente, muitos se adaptam à perda da qualidade visual, percebendo a gravidade do problema apenas quando atividades cotidianas se tornam difíceis.
A troca frequente de grau dos óculos também deve ser observada. Segundo o especialista, quando isso ocorre em um curto espaço de tempo, é fundamental investigar a causa, pois pode estar relacionada ao desenvolvimento da catarata. “Muitas vezes o paciente acredita que apenas precisa de uma nova receita, mas, na verdade, a catarata está modificando o grau do olho. Quando isso acontece repetidamente, é essencial investigar”, ressalta.
Embora a cirurgia seja o único tratamento que pode restaurar a visão, especialistas alertam que não é necessário esperar a catarata atingir um estágio avançado para indicar o procedimento. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de uma cirurgia mais segura e menos complexa. “À medida que a catarata evolui, a lente fica mais endurecida, tornando a cirurgia mais complexa e exigindo maior manipulação, o que pode prolongar a recuperação”, destaca.
O diagnóstico é feito durante a consulta oftalmológica, por meio da avaliação clínica do cristalino. A decisão pela cirurgia depende do impacto da doença na rotina e qualidade de vida do paciente. “Quando a visão compromete tarefas cotidianas como dirigir, ler ou caminhar com segurança, é hora de considerar o tratamento”, afirma.
A cirurgia de catarata é um dos procedimentos mais seguros da oftalmologia, consistindo na substituição do cristalino opacificado por uma lente intraocular artificial. Em Sergipe, o HOS oferece cirurgia assistida por laser, uma tecnologia exclusiva no estado. Fábio Ursulino destaca que este recurso traz vantagens significativas, especialmente para pacientes com cataratas mais endurecidas ou doenças na córnea. “A tecnologia permite uma capsulorrexis perfeita e fragmentação prévia da catarata, contribuindo para um procedimento menos invasivo e uma recuperação mais confortável”, finaliza.
O Hospital de Olhos de Sergipe, com 40 anos de atuação, é referência em oftalmologia no estado, contando com quatro unidades de atendimento, três em Aracaju e uma em Lagarto. A instituição une experiência médica e tecnologia de ponta para a realização de exames, diagnósticos e procedimentos cirúrgicos com segurança e precisão, atendendo mais de 30 convênios de saúde.

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