Fábio Mitidieri (PSD) enfrenta críticas por uma gestão considerada mediana e por tom que muitos apontam como arrogante. A lembrança da frase de João Alves em 2006 – 'não vou perder para um menino' – ressurgiu como alerta.
O governador Fábio Mitidieri (PSD) enfrenta críticas em relação à sua gestão em Sergipe, que muitos consideram mediana. Há quem defenda que essa situação não lhe confere o direito de agir com arrogância ao se dirigir aos cidadãos. Um exemplo citado é a derrota do ex-governador João Alves Filho nas eleições de 2006, para Marcelo Déda (PT), que ficou marcada pela frase arrogante de Alves: “Eu não vou perder para um menino”. Essa declaração acabou se tornando um símbolo da sua queda, pois a oposição soube transformar a palavra “menino” em um símbolo de renovação e esperança, levando o ex-governador a ser punido nas urnas.
Atualmente, Mitidieri tem se exposto em situações polêmicas, como a declaração sobre o banheiro luxuoso, que fez referência à venda da Deso, gerando indignação entre os cidadãos. A postura do governador, que muitos consideram arrogante, pode estar prejudicando sua imagem, especialmente diante da classe trabalhadora, que se sente desrespeitada. Essa situação abre espaço para que adversários, como Valmir de Francisquinho (Republicanos), se aproveitem da insatisfação popular.
Assim como a metáfora do “menino que venceu o veterano” se tornou um exemplo de prepotência política, a arrogância nas falas do atual governador pode comprometer suas chances de reeleição.
Outro ponto abordado é a situação política em Sergipe, onde os candidatos a governador, senador e deputado enfrentam o desafio de conquistar o apoio de cerca de 30% do eleitorado que ainda se declara indeciso ou propenso a anular o voto. Essa incerteza torna difícil qualquer previsão sobre as eleições de outubro, uma vez que um número significativo de eleitores não confia nas opções disponíveis.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também está em foco, com o advogado Aurélio Belém criticando a postura da diretoria da OAB sergipana por se associar a candidaturas políticas. Ele enfatiza que a OAB deve manter sua independência e credibilidade, sem se tornar um apêndice de campanhas eleitorais.
A perspectiva de promessas eleitorais, como a construção do Canal de Xingó, também foi levantada. Políticos costumam prometê-las, apesar de serem obras complexas e caras, com um orçamento estimado em R$ 2,3 bilhões. Apesar das promessas, muitos acreditam que essa obra dificilmente será realizada a curto ou médio prazo.
Além disso, foi noticiado que três conselheiros do Tribunal de Contas de Sergipe estarão envolvidos nas campanhas eleitorais, levantando questionamentos sobre a imparcialidade do órgão, cujo papel deveria ser técnico.
Por fim, a deputada estadual Linda Brasil (PSOL) promovendo uma roda de conversa sobre a importância do seu partido em um momento de ameaças políticas, e a Secretária do Meio Ambiente de Aracaju, Emília Golzio, prestando contas aos vereadores, são outros tópicos que mostram a dinâmica política atual em Sergipe.
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