A Prefeitura de Aracaju realizou, nesta sexta-feira, 7, um estudo técnico para orientar o futuro plantio de mudas arbóreas na comunidade Areia Branca, no Mosqueiro. A ação atende a uma solicitação dos moradores.
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), realizou nesta sexta-feira, 7, um estudo de campo voltado ao futuro plantio de mudas de espécies arbóreas na região do Mosqueiro, na Zona de Expansão da capital. A vistoria ocorreu em uma área com trechos degradados pela retirada de vegetação e atendeu a uma solicitação dos moradores da comunidade Areia Branca.
O local integra uma faixa territorial historicamente ocupada por pescadores artesanais e agricultores, especialmente ligados ao cultivo do coco. Nas últimas décadas, o avanço da ocupação urbana modificou parte da paisagem e ampliou a pressão sobre os ambientes naturais. Mesmo assim, a comunidade mantém vínculos com o rio, a pesca e os conhecimentos ambientais transmitidos entre gerações.
Segundo a Sema, o levantamento técnico é a primeira etapa do processo de arborização. Antes do plantio, a equipe precisa avaliar as características do terreno, observar a vegetação remanescente e identificar as espécies com melhores condições de desenvolvimento na área.
Durante a visita, o coordenador do Horto Municipal de Aracaju, José Marques, percorreu o local com a equipe técnica da secretaria. Foram analisados o espaço disponível, as árvores já existentes, as características da paisagem e as condições para o plantio de mudas de diferentes portes.
A ausência de rede elétrica de alta tensão em parte do trecho amplia as possibilidades de arborização, permitindo a avaliação de espécies de grande porte. A escolha das mudas, no entanto, deverá respeitar a vegetação natural da região, evitando a introdução de árvores incompatíveis com o ambiente.
“Aqui é uma área que tem potencial para mudas de pequeno a grande porte. Não há rede elétrica de alta tensão na região, então isso não impede o plantio de árvores de grande porte. Nesses casos, sempre trazemos espécies nativas do bioma onde será realizado o plantio. Em volta, vocês vão encontrar mudas de aroeira, de embaúba e de angelim. A ideia é trazer espécies das que já ocorrem aqui, preservando as características da região”, explicou José Marques.
A equipe da Sema também avaliou possíveis intervenções em trechos de manguezal existentes na comunidade. Nesses ambientes, o plantio exige análise específica, já que as espécies precisam estar adaptadas às condições locais.
Siga o Giro por Sergipe e receba as notícias do estado em primeira mão.
