O Governo de Sergipe, por meio do Comitê Estadual de Gestão de Eventos Climáticos Extremos (Cegec), divulgou na última terça-feira, 4, o primeiro boletim do programa “Sergipe Resiliente: El Niño 2026/2027”. O documento apresenta um diagnóstico climático para os próximos meses, alertando para 100% de probabilidade de ocorrência do fenômeno no estado, além de indicar acumulados de chuva abaixo da média em todas as regiões.
O fenômeno El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial, impactando a circulação dos ventos e o padrão de precipitação em diversas áreas do mundo. No Nordeste brasileiro, os principais reflexos são a redução significativa das chuvas e o aumento das temperaturas.
O boletim orienta as prefeituras sergipanas a manterem as Defesas Civis municipais em prontidão, monitorarem a demanda das unidades de saúde e reforçarem as campanhas preventivas junto à população. Qualquer ocorrência relevante deve ser comunicada imediatamente à Defesa Civil Estadual.
Novos boletins serão publicados quinzenalmente para atualizar a sociedade sobre a evolução do clima. Em caso de emergências ou queimadas, a população deve acionar os canais oficiais do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil: (193) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (192).
As projeções elaboradas a partir de dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) indicam que o El Niño deve ganhar força gradativamente no segundo semestre. A probabilidade de ocorrer um evento de intensidade “muito forte” salta para 71% no trimestre de setembro a novembro, atingindo seu pico máximo entre outubro e dezembro, com 81% de chance.
Para minimizar os impactos do fenômeno, o Estado estruturou o Plano de Contingência Estadual, operado pela Sala de Situação Governamental. Essa estrutura centralizada monitora dados em tempo real provenientes de 50 estações meteorológicas espalhadas por Sergipe.
Entre os principais riscos associados ao período estão a escassez hídrica e a seca prolongada, aumento no risco de incêndios florestais, prejuízos à lavoura e à pecuária, além de problemas de saúde pública decorrentes do calor intenso.
Em razão do aumento esperado das temperaturas, o boletim do Cegec reforça orientações práticas de prevenção à saúde:
Hidratação: beber água regularmente ao longo do dia, mesmo sem sentir sede.
Exposição solar: evitar a exposição direta ao sol nos horários mais quentes, entre 10h e 16h.
Proteção: usar constantemente protetor solar, chapéu, óculos de proteção e optar por roupas leves e claras.
Alerta de segurança: não deixar crianças, idosos ou animais de estimação em veículos fechados.
Atenção especial: redobrar os cuidados com idosos, gestantes, crianças pequenas e portadores de doenças crônicas.
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