Na sessão da Câmara de Aracaju, Breno Garibalde cobrou definição dos limites com São Cristóvão e pediu consulta popular entre os moradores da Zona de Expansão. Ele lembra debate desde os anos 1990 e diz que a indefinição afeta serviços e planejamento regional.
Durante a sessão plenária de hoje, 4, na Câmara de Aracaju, o vereador Breno Garibalde voltou a exigir uma solução para a disputa territorial que envolve a Zona de Expansão da capital sergipana. O parlamentar utilizou a tribuna para criticar a falta de definição sobre os limites entre Aracaju e São Cristóvão, defendendo que a população da área seja consultada antes de qualquer decisão definitiva.
Breno destacou que acompanha o debate relacionado a essa questão desde a década de 1990 e relembrou o trabalho realizado por seu pai, o deputado estadual Garibalde Mendonça, que lutou pela permanência da área sob a administração de Aracaju. Segundo o vereador, uma decisão judicial baseada em uma legislação antiga não condiz com a realidade atual da região.
“Estamos falando de uma área urbana consolidada. Não faz sentido uma decisão de gabinete dividir ruas e até casas, determinando que de um lado a pessoa é de Aracaju e do outro é de São Cristóvão”, afirmou.
A preocupação de Breno se estende aos impactos que a mudança pode acarretar na prestação de serviços públicos essenciais, como coleta de lixo, atendimento em postos de saúde, educação e obras de infraestrutura. Para ele, a população pode enfrentar insegurança jurídica e administrativa se a situação não for resolvida de forma definitiva.
“O município de Aracaju diz que continuará oferecendo os serviços, mas como isso vai funcionar legalmente? Como investir recursos públicos em uma área que, oficialmente, pertence a outro município?”, questionou.
Em seu discurso, o vereador também criticou a maneira como o processo tem sido conduzido e afirmou que o debate deve ser pautado pelo bem-estar dos moradores, e não por interesses políticos.
“Isso não é sobre política. É sobre pessoas. São famílias que construíram suas vidas ali, que se identificam como aracajuanas há décadas e que, de uma hora para outra, recebem a notícia de que pertencem a outro município”, disse.
Por fim, Breno voltou a defender a realização de um plebiscito para que os moradores possam decidir sobre o futuro da região e lamentou que a consulta popular ainda não tenha sido realizada.
“A população precisa ser ouvida. Não podemos decidir o destino de milhares de pessoas sem que elas tenham voz nesse processo”, concluiu.
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