O Corpo de Bombeiros de Sergipe realizou mais de 2 mil resgates no 1º semestre, atendendo capital e interior. Resgates veiculares lideram e exigem equipamentos e resposta rápida, afirma o capitão Roberto Mesquita.
O Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) divulgou recentemente o balanço das operações de resgate realizadas nos primeiros seis meses de 2026. De acordo com as informações apresentadas, a corporação contabilizou mais de dois mil atendimentos, com um destaque especial para os resgates veiculares, que lideram as estatísticas e demandam o uso de materiais mais especializados.
O levantamento aponta que a agilidade no atendimento é um fator determinante para a sobrevivência das vítimas. Em declarações sobre o assunto, o capitão Roberto Mesquita destacou que o tempo de deslocamento até o local da ocorrência influencia diretamente na recuperação das vítimas.
“Cada segundo vai influenciar na recuperação da vítima. Então, a gente precisa rapidamente chegar ao local para iniciar o resgate. Quanto menor o tempo de resposta, mais chance essa vítima tem de sobreviver,”
afirmou o capitão Mesquita.
Dentro do contexto de resgates, o CBMSE mantém um cronograma semanal de instrução continuada para atualizar os militares sobre novas técnicas e práticas de salvamento. Essa medida visa garantir que as equipes estejam preparadas para lidar com os diferentes tipos de ocorrências, que incluem resgates em poços, em altura, no mar e em locais de difícil acesso.
Com o elevado número de acidentes automobilísticos, o capitão Mesquita também fez um alerta para as pessoas que estão na cena de um sinistro. Ao acionar o 193, é fundamental seguir as instruções passadas pelos operadores, evitar se expor ao risco e sinalizar adequadamente o local para facilitar a localização da equipe de socorro.
“Siga as orientações para que não fique em local vulnerável. Sinalize o local para a chegada do bombeiro, para que a gente identifique logo de imediato onde essa vítima se encontra,”
orientou.
O oficial do CBMSE também citou que a imprudência, como o excesso de velocidade e a combinação de álcool e direção, continua sendo a principal causa dos atendimentos.
“Infelizmente, nós ainda temos muitas ocorrências de acidente automobilístico. Então, a gente deve sempre estar atenta ao trânsito, não exceder o limite de velocidade e, se beber, não dirigir de forma nenhuma,”
concluiu.
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