Dificuldade para reconhecer rostos, ler ou andar pode ser sinal de baixa visão, presente na capital e no interior. Dr. Edgar Menezes Neto (HOS) diz que a condição é comum, subdiagnosticada e reduz a autonomia.
Dificuldades para reconhecer rostos, sensação constante de visão embaçada, problemas para leitura e até obstáculos para locomoção podem ser sinais de baixa visão, uma condição também chamada de visão subnormal. Apesar de afetar milhões de brasileiros, o tema ainda é pouco discutido e frequentemente confundido com a cegueira total.
O oftalmologista Dr. Edgar Menezes Neto, que faz parte do corpo clínico do Hospital de Olhos de Sergipe (HOS), referência em oftalmologia no estado, explica que a baixa visão é caracterizada por uma limitação significativa da capacidade visual. Contudo, difere da cegueira total, pois os pacientes ainda mantêm algum grau de visão funcional.
“A baixa visão acontece quando o paciente possui uma limitação visual que não consegue ser totalmente corrigida pelos métodos tradicionais. Ele ainda consegue enxergar em algum grau, mas enfrenta dificuldades significativas no dia a dia”, afirma.
Segundo o especialista, muitas doenças oftalmológicas evoluem de maneira silenciosa, o que leva parte dos pacientes a demorar para buscar atendimento. “Muitas dessas doenças são assintomáticas no início. Quando o paciente percebe a perda visual, muitas vezes já existe uma sequela instalada”, alerta o médico, subespecialista em retina clínica e baixa visão.
Entre os principais sinais de alerta estão visão embaçada, distorcida ou com perda de nitidez, além de dificuldades para leitura e para identificar detalhes do ambiente. Nos casos mais avançados, a condição pode afetar o reconhecimento de rostos, a percepção espacial e até a locomoção, aumentando o risco de esbarrões e quedas.
O diagnóstico é feito por meio de exames oftalmológicos específicos, que avaliam o grau de comprometimento visual e direcionam as estratégias de tratamento e adaptação. “O paciente pode apresentar sinais mais leves ou mais contundentes durante a consulta. A partir dos exames, conseguimos medir a acuidade visual, avaliar o percentual de visão existente e classificar o quadro para definir as estratégias de tratamento mais adequadas”, explica Dr. Edgar.
As causas da baixa visão são variadas e incluem doenças genéticas, traumas e alterações oftalmológicas progressivas. Entre os principais fatores associados estão retinopatia diabética, glaucoma, doenças da retina, catarata congênita e doenças hereditárias. Embora os idosos sejam um dos grupos mais afetados, devido ao histórico acumulado de doenças ao longo da vida, crianças também podem desenvolver baixa visão, especialmente em casos congênitos ou hereditários.
No Hospital de Olhos de Sergipe, pacientes diagnosticados com baixa visão recebem acompanhamento oftalmológico especializado, com avaliação individualizada e orientação sobre recursos e estratégias que podem contribuir para sua adaptação às limitações visuais. Dependendo do caso, o médico pode recomendar a busca por outros profissionais e serviços de apoio voltados à reabilitação visual, com o objetivo de favorecer a autonomia e a qualidade de vida do paciente.
“Os auxílios ópticos, o acompanhamento e o trabalho conjunto entre diferentes profissionais são fundamentais para melhorar a qualidade de vida após o diagnóstico”, destaca Dr. Edgar.
Entre os recursos utilizados estão lentes especiais, treinamentos de mobilidade, orientações para adaptação do ambiente doméstico e, em alguns casos, aprendizado do braile e uso de bengalas. A principal forma de prevenção, segundo o especialista, é manter o acompanhamento oftalmológico regular, já que muitas doenças que levam à baixa visão apresentam evolução silenciosa. “A consulta regular é essencial porque muitas doenças evoluem sem sintomas. Quando identificamos precocemente, conseguimos tratar antes que a perda visual se torne irreversível”, reforça.
Com 40 anos de atuação, o Hospital de Olhos de Sergipe (HOS) é uma referência em oftalmologia no estado e conta atualmente com quatro unidades de atendimento: três em Aracaju, nos bairros Jardins, São José e Centro, e uma no município de Lagarto, ampliando o acesso à saúde ocular em diferentes regiões.
A instituição dispõe de um corpo clínico altamente qualificado e especialistas em diversas subespecialidades, aliando experiência médica à tecnologia de ponta para a realização de exames, diagnósticos e procedimentos cirúrgicos com segurança e precisão. O HOS também conta com um centro especializado em adaptação de lentes de contato e atende mais de 30 convênios de saúde, reforçando seu compromisso com um atendimento acessível e de excelência.
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