Uma nova programação cultural que reúne diversas expressões artísticas brasileiras será realizada no centro cultural Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia, no Rio de Janeiro, de agosto de 2026 a maio de 2027. Entre os destaques, está o concerto acusmático sergipano “Ecos do Seco”, do produtor musical Dudu Prudente, que foi um dos 30 projetos selecionados pela chamada pública nacional Brasilidades & Futuros, promovida pelo Instituto Futuros e patrocinada pela Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) do Ministério da Cultura.
“Ecos do Seco” é uma apresentação imersiva que utiliza um sistema de 16 caixas de som, permitindo a espacialização de composições eletroacústicas de Dudu Prudente e outros artistas nordestinos. O concerto proporciona uma experiência de escuta em 360°, transformando gravações de campo e paisagens sonoras do Nordeste em esculturas sonoras por meio de manipulação eletrônica e difusão multicanal.
A programação será gratuita e inédita no Rio de Janeiro, incluindo exposições, instalações imersivas, shows musicais e performances, além de espetáculos teatrais para adultos e crianças. O conjunto de projetos selecionados promoverá um encontro de produções artísticas de todas as cinco regiões do Brasil, com a participação de 12 estados.
No segmento de Artes Cênicas, a programação destacará uma cena contemporânea que quebra as barreiras entre teatro, artes visuais e tecnologias digitais. Os roteiros abordarão temas como crise ambiental, ancestralidade afrodiaspórica e diversas interpretações sobre a identidade brasileira. As obras teatrais incluirão o uso de realidade virtual, videomapping e sensores, além de projetos que integrarão, de maneira orgânica, a acessibilidade à dramaturgia, abrangendo oito temporadas teatrais para o público adulto e infantil.
No campo das Artes Visuais, as exposições focarão em narrativas decoloniais e afroindígenas, com forte presença da liderança feminina entre os projetos selecionados. Os seis projetos escolhidos exploram o hibridismo das linguagens artísticas em práticas como instalação multimídia, pintura, escultura e fotografia.
Na área da Música, a programação apresentará as variadas sonoridades brasileiras e pesquisas acústicas, priorizando artistas de territórios periféricos e não hegemônicos. Um line-up composto por 16 artistas ou bandas se apresentará em quatro festivais de música instrumental contemporânea, que ocorrerão no Petrobras Futuros, com gêneros que incluem afrobeat, free jazz, hip hop, funk e música eletrônica.
Carla Uller, diretora de Programas e Projetos do Instituto Futuros, comentou sobre a importância da programação: “Nossa nova programação apresentará projetos artísticos que dialogam com as grandes questões do mundo a partir das identidades brasileiras, que são diversas e se renovam continuamente. O público no Rio de Janeiro terá acesso a um conjunto pulsante de obras que atualizam e inovam nossas perspectivas sobre o que é o Brasil. Queremos que nosso espaço seja um lugar onde os diversos Brasis possam se ver, se reconhecer e se encontrar por meio da arte e da inovação”.
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