O pré-candidato ao Senado e presidente do diretório estadual do União Brasil, André Moura, tem enfatizado a valorização da mulher como um dos pilares de sua pré-campanha. A recente confirmação da vereadora Selma França como segunda suplente na chapa, que também conta com o vereador Ricardo Vasconcelos como primeiro suplente, exemplifica essa abordagem.
Selma França, que é vereadora de Aracaju pelo PSD e possui formação em Pedagogia pela Universidade Federal de Sergipe, teve sua indicação discutida em conjunto com vereadores da capital e com o governador Fábio Mitidieri, líder da chapa majoritária que busca a reeleição. A oficialização ocorreu em um ato político significativo, que contou com a presença de 20 vereadores aracajuanos, demonstrando um forte apoio à proposta.
“Agradeço a André pela confiança para assumir essa missão. É uma honra integrar um projeto que conta com o apoio dos colegas vereadores para garantir que as necessidades e perspectivas femininas sejam representadas”, afirmou Selma França. “É importante reconhecer que, apesar dos avanços, as mulheres ainda são minoria na maioria das casas legislativas. E o olhar de André para promover mudanças significativas nas políticas públicas e na cultura política é fundamental”, completou.
Para André Moura, a defesa de pautas femininas não é apenas uma retórica de campanha, mas uma vivência constante. Ele destaca que sempre esteve cercado por mulheres em sua vida pessoal e pública, citando sua mãe, a ex-deputada estadual Lila Moura, como uma de suas principais referências. Além dela, sua esposa Lara Moura, sua irmã Patrícia e sua filha Yandra Moura, atual deputada federal, também têm influenciado sua visão sobre as questões que impactam as mulheres sergipanas.
Essa vivência se reflete em suas propostas legislativas. Moura defende um endurecimento nas penas para casos de feminicídio, incluindo a possibilidade de prisão perpétua para os agressores. Ele menciona o aumento dos casos de feminicídio no Brasil como um fator que demanda uma resposta legislativa urgente. “A legislação atual permite que agressores retornem ao convívio social em pouco tempo, muitas vezes na mesma vizinhança de suas vítimas”, argumenta. Para ele, penas mais severas são necessárias para inibir a reincidência.
Além disso, o pré-candidato pretende protocolar uma proposta que torne o uso de tornozeleira eletrônica obrigatório para réus com medidas protetivas ativas, além de promover políticas de equidade salarial e prioridade no mercado de trabalho para vítimas de violência doméstica.
André Moura enfatiza que a pauta feminina não deve ser tratada como um mero acessório de campanha. “A composição da chapa, minha trajetória cercada de mulheres e o conjunto de propostas legislativas formam um projeto que exige coerência entre discurso e prática. Quem busca uma vaga no Senado deve apresentar propostas e soluções efetivas para resolver os problemas que afetam as mulheres brasileiras”, concluiu.
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