Segundo álbum da cantora pernambucana chega às plataformas digitais nesta quinta (24) às 21h. Com 11 faixas que misturam brega, forró e ritmos africanos, o disco centra uma mulher que assume desejo e identidade e promete ecoar em Sergipe.
A cantora e compositora pernambucana UANA lança seu segundo álbum de estúdio, ESTRELA, que chega às plataformas digitais nesta quinta-feira (24), às 21h. Com 11 faixas, o disco inaugura uma nova etapa na trajetória da artista e centraliza uma personagem feminina que reconhece a própria identidade, assume seus desejos e vê a própria luz como força de transformação.
O ponto de partida conceitual do álbum foi a carta “A Estrela” do tarô, mas a imagem ganha corpo na narrativa: a estrela não está distante, ela se acende no corpo. Ao longo das faixas, a história percorre desejo, prazer, pertencimento, afeto e também as fraturas que fazem parte do processo de se reconhecer por inteiro.
“A estrela apareceu num momento em que eu estava entendendo com mais clareza quem eu sou e o que eu desejo. Para mim, essa luz não vem de fora. É uma coisa que se acende no corpo quando a gente se reconhece e deixa de ter medo do próprio desejo”,
A faixa de abertura e música foco do lançamento, “A Estrela”, apresenta esse eixo logo no início do disco. Com letra afirmativa e produção que aproxima referências da música pernambucana a melodias inspiradas no Norte da África e no universo árabe, a canção funciona como declaração de identidade e porta de entrada para o novo momento artístico.
As primeiras pistas de ESTRELA surgiram em 2025, com os singles “Delírio Favorito” e “Mil e Uma Noites”. Depois do Carnaval de 2026, o processo de finalização ganhou corpo e as faixas começaram a revelar uma obra mais coesa. Em 4 de setembro, UANA lançou “Fogo e Gasolina”, terceiro capítulo desse percurso e terceira faixa do álbum.
Em “Fogo e Gasolina”, a cantora se aproxima do rock e de referências da música brasileira dos anos 1980. Bateria e guitarras dialogam com sonoridades próximas a nomes como Rita Lee e Marina Lima, enquanto a letra apresenta uma mulher autônoma, consciente do próprio desejo e disposta a ocupar espaço sem pedir licença.
A produção musical de ESTRELA é assinada por Tom BC e Marley no Beat, parceiros de UANA desde Mapa Astral (2021). A convivência construída ao longo dos anos permitiu ao trio aprofundar uma pesquisa que cruza brega, música eletrônica, ritmos da diáspora africana e pop, sem apagar a identidade autoral da cantora.
A criação também foi coletiva: UANA assina grande parte das composições e divide faixas com produtores e convidados a partir de ideias nascidas nas sessões de estúdio. O resultado mantém sua escrita no centro do álbum e permite que cada encontro deixe uma marca nas canções.
“Eu parto de Pernambuco. O brega, o forró e o bregafunk estão no meu corpo, mas minha escuta sempre foi muito aberta. Em ESTRELA, essas referências encontram sonoridades africanas, árabes, caribenhas e eletrônicas. Meu interesse era fazer tudo isso existir dentro da minha linguagem, sem perder de onde eu venho”,
O disco traz três participações que funcionam como diálogos: em “Calor Danado”, àTTØØXXÁ mistura pop e house ao pagodão baiano; “Mais Eu”, com Joyce Alane, recorre ao forró para falar de amor, memória e saudade do sertão; e em “Coisa de Acender”, N.I.N.A. divide uma faixa densa sobre queda, ferida e reconstrução.
Realizado pela Fábrica Estúdios, o disco será lançado e distribuído pela Warner Music Brasil sob licença da produtora.
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