Ministro do TSE rejeitou ação que tentava barrar o filme 'Dark Horse', sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Grupo político alegava risco de benefício eleitoral ao filho Flávio Bolsonaro.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, rejeitou na sexta-feira (12) uma solicitação feita pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e por advogados do Grupo Prerrogativas. O pedido buscava impedir o lançamento do filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No documento, os autores da ação argumentaram que a exibição do filme poderia beneficiar politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República. Segundo a petição, o lançamento da produção está programado para setembro de 2026, o que ocorre a menos de um mês do primeiro turno das eleições gerais.
A proximidade da estreia com o período eleitoral foi um ponto destacado pelos autores, que acreditam que isso poderia aumentar o risco de o filme ser utilizado como um instrumento de campanha. Eles ressaltaram que a repercussão do filme nas telonas, plataformas digitais, redes sociais e eventos promocionais poderia influenciar o cenário político.
O caso gerou debates sobre a relação entre produções artísticas e o ambiente eleitoral, levantando questões sobre a liberdade de expressão e a possibilidade de campanhas antecipadas através de mídias diversas. A decisão do TSE reafirma a autonomia do tribunal em lidar com questões que envolvem a legislação eleitoral e o uso de conteúdos audiovisuais no contexto das eleições.
Com o filme “Dark Horse” previsto para ser exibido em um momento tão crucial da política brasileira, as expectativas em torno da produção aumentam. A discussão sobre a influência que o cinema pode ter nas opiniões dos eleitores e a forma como isso se entrelaça com as estratégias eleitorais é um tema que deve continuar a ser debatido nos próximos meses, à medida que as eleições se aproximam.
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