O Brasil bateu recorde em energia solar com 4,3 milhões de conexões distribuídas. Só em 2026, 202 mil novas instalações foram registradas, impulsionando o setor no país e no interior sergipano.
O Brasil alcançou a marca de 4,321 milhões de conexões de energia solar na modalidade de geração distribuída até abril de 2026. Os dados são do Infográfico Solfácil, que monitora o desempenho do setor mensalmente, com informações da ANEEL. Nos primeiros quatro meses deste ano, foram registradas 202 mil novas instalações no país.
O crescimento da energia solar no Brasil tem sido significativo nos últimos anos. Em 2020, o país contava com cerca de 401 mil sistemas conectados, um número que saltou para 852 mil em 2021. Este crescimento contínuo levou o Brasil a ultrapassar a marca de 4 milhões de sistemas instalados até o final de 2025.
Uma análise mais detalhada revela que 84% das usinas solares instaladas no Brasil pertencem a consumidores residenciais. Os setores comercial, rural e industrial ocupam as posições seguintes, com 6%, 5% e 1% das conexões, respectivamente. O perfil das instalações reflete essa predominância residencial, com cerca de 54% dos sistemas tendo potência entre 3 e 6 kWp, uma faixa considerada comum para abastecimento de casas. Outros 24% possuem potência entre 6 e 10 kWp, enquanto sistemas menores que 3 kWp e aqueles acima de 10 kWp representam, cada um, 11% do total.
O levantamento também destaca que 2024 foi o ano com o maior volume de capacidade adicionada na história do setor, com 10,2 MWp instalados. Em 2025, o setor registrou 9,2 MWp, e em 2026, até abril, já foram adicionados 1,8 MWp.
São Paulo se destacou como o estado que mais instalou sistemas solares nos últimos 12 meses, com 119 mil novas conexões. Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Bahia seguem na lista, com 61 mil, 54 mil, 48 mil e 44 mil novas instalações, respectivamente.
Entre as cidades, Cuiabá lidera o ranking nacional, com 9 mil novas instalações no período. Brasília aparece em segundo lugar com 8 mil, seguida por Campo Grande e Rio de Janeiro, ambas com 7 mil, e Petrolina, com 6 mil novas conexões.
Embora São Paulo concentre o maior número de novas instalações, a região Centro-Oeste se destaca pela maior presença proporcional da energia solar no Brasil, com uma taxa de penetração de 12,4%, acima da média nacional de 8,1%. Essa taxa é calculada com base na quantidade de unidades consumidoras com energia solar em relação ao total de imóveis conectados à rede elétrica.
O ranking regional de penetração solar é o seguinte: Centro-Oeste: 12,4%, Sul: 9,3%, Sudeste: 8,2%, Norte: 6,8% e Nordeste: 6,5%.
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