A SerMulher iniciou nesta quarta-feira (15) novo ciclo de rodas terapêuticas para mulheres atendidas pela Rede Lilás, via CRAM, com foco em autonomia, saúde emocional e reconstrução de projetos de vida.
A Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher) deu início, nesta quarta-feira (15), a um novo ciclo de rodas terapêuticas voltadas às mulheres acompanhadas pela Rede Lilás, por meio do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM). A iniciativa integra a política municipal de enfrentamento à violência contra a mulher e reforça as ações de acolhimento humanizado, cuidado emocional e fortalecimento da autonomia das participantes.
Os encontros acontecem semanalmente, às quartas e quintas-feiras, reunindo mulheres de diferentes regiões de Aracaju em um ambiente seguro de diálogo, escuta qualificada e troca de experiências. Conduzidas pela equipe multidisciplinar da SerMulher, as rodas terapêuticas abordam temas como autoestima, saúde mental, direitos das mulheres, relações familiares, autocuidado, empreendedorismo, empregabilidade e reconstrução de projetos de vida.
A secretária municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres, Elaine Cristina Oliveira, ressalta que o cuidado com a saúde emocional é parte fundamental da política pública de proteção às mulheres. “Nosso compromisso vai além do atendimento imediato. Queremos oferecer ferramentas para que cada mulher reconheça sua força, exerça seus direitos e construa uma nova trajetória com dignidade, esperança e autonomia. Também buscamos estimular a independência financeira, seja por meio do empreendedorismo ou da inserção no mercado de trabalho, para que elas tenham condições de romper definitivamente o ciclo da violência”, afirmou a gestora.
Além do acolhimento coletivo, as rodas terapêuticas fortalecem os vínculos entre as participantes, contribuindo para a formação de uma rede de apoio baseada na solidariedade, na escuta e no compartilhamento de experiências — elementos essenciais no processo de superação da violência.
Para a coordenadora do CRAM, Flávia Calumby, os encontros representam uma etapa central na reconstrução da autoestima e da autonomia das mulheres atendidas. “Cada mulher que chega à SerMulher traz uma história, desafios e necessidades diferentes. As rodas terapêuticas mostram que nenhuma delas está sozinha. São espaços de acolhimento, escuta e fortalecimento, onde elas encontram apoio para ressignificar suas vivências, recuperar a confiança e construir novos projetos de vida”, destacou Calumby.
Com a abertura do novo ciclo, a SerMulher reafirma o compromisso da Prefeitura de Aracaju com uma política pública pautada no cuidado, na escuta qualificada e no respeito à trajetória de cada mulher em situação de vulnerabilidade.
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