A coordenação da campanha de Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão, decidiu não utilizar o Fundo Eleitoral que foi destinado à sigla. A estratégia se baseia exclusivamente em doações de apoiadores e em vaquinhas online, uma prática cada vez mais comum entre os candidatos.
Em entrevista, Amanda Vettorazzo, vereadora de São Paulo e coordenadora da campanha, esclareceu que os R$ 3 milhões que seriam distribuídos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) serão direcionados para outras candidaturas do Missão pelo Brasil. O objetivo é garantir a eleição do mínimo de deputados federais necessário para que o partido possa superar a cláusula de barreira, buscando uma posição mais forte no cenário político nacional.
Diferentemente do Fundo Partidário, que é destinado para cobrir despesas operacionais dos partidos, o Fundo Eleitoral, que em 2026 se aproxima de R$ 5 bilhões, tem como finalidade custear as campanhas dos candidatos. Amanda Vettorazzo ressaltou que a decisão de não utilizar o fundo de R$ 3 milhões foi estratégica: “Não vamos utilizar o fundo de R$ 3 milhões, que vai para outras candidaturas. Vamos usar basicamente o dinheiro de doações e vaquinhas, que hoje giram em torno de R$ 1 milhão, o que é definitivamente inferior ao de outros candidatos”, afirmou.
Essa escolha de Renan Santos reflete uma tendência crescente entre alguns candidatos que buscam alternativas de financiamento menos tradicionais e mais conectadas com a participação popular. Com a aproximação das eleições, a mobilização em torno das vaquinhas online pode se intensificar, especialmente em um cenário onde a concorrência se mostra acirrada e os recursos financeiros podem fazer a diferença na campanha.
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