Banco Central aponta mais de R$ 5 bilhões não resgatados por clientes — R$ 3,76 bi a pessoas físicas. Em Sergipe, na capital e no interior, famílias e empresas podem ter valores esquecidos; saiba como consultar o SVR.
Valores divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (11) revelam que mais de R$ 5,12 bilhões estão esquecidos em instituições financeiras do Brasil. Dessa quantia, aproximadamente R$ 3,76 bilhões pertencem a cerca de 22,66 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,35 bilhão é de propriedade de 2 milhões de pessoas jurídicas, conforme informações do Sistema Valores a Receber (SVR).
De acordo com o BC, dos mais de R$ 20,93 bilhões que estavam esquecidos em bancos e consórcios, R$ 15,81 bilhões já foram sacados. Entre os valores devolvidos, R$ 11,65 bilhões foram destinados a 38,73 milhões de pessoas físicas, e R$ 4,15 bilhões foram entregues a 4,7 milhões de pessoas jurídicas.
No mês de junho, os brasileiros retiraram R$ 340 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro. Em maio, o montante sacado foi de R$ 427 milhões, um pouco abaixo dos R$ 483 milhões devolvidos em abril. A maioria dos valores a receber costuma ser baixa: cerca de 18,5 milhões de beneficiários têm quantias de até R$ 10, representando aproximadamente 70% do total de beneficiários.
Além disso, 4,96 milhões de usuários têm valores na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100, o que corresponde a 18,73% do total. Valores superiores a R$ 100 foram esquecidos por cerca de 3 milhões de brasileiros, que representam cerca de 11% do total de beneficiários.
O SVR é um serviço do Banco Central que permite que cidadãos consultem se possuem dinheiro esquecido em bancos, consórcios ou outras instituições financeiras. Para realizar a consulta, não é necessário fazer login. O usuário deve informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a data de nascimento, ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, mesmo que esta já esteja fechada.
Caso seja identificado algum valor, o cidadão deve acessar o sistema e fazer login com uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro, além de passar pela verificação em duas etapas.
O resgate do dinheiro pode ser feito de três maneiras: solicitando diretamente à instituição responsável, requerendo pelo próprio Sistema de Valores a Receber ou pedindo resgate automático dos valores.
Os valores esquecidos podem ter origem em contas-correntes ou poupanças encerradas, cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito, recursos não procurados de grupos de consórcios encerrados, tarifas cobradas indevidamente, parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente, contas de pagamento pré ou pós-pagas encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas, entre outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.
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