A Prefeitura de Aracaju segue com suas iniciativas voltadas para o fortalecimento do acolhimento, da cidadania e do acesso à cultura, especialmente para a população atendida pela rede socioassistencial. Nesta semana, pessoas assistidas pela Casa de Passagem Acolher participaram de uma sessão de cinema, que foi seguida por uma roda de conversa, dentro da programação da 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos.
A proposta dessa ação é utilizar a arte como uma ferramenta capaz de estimular reflexões sobre direitos humanos, convivência social e a reconstrução de trajetórias de vida. Durante o evento, foi exibido o documentário “Ainda Moramos Aqui”, que retrata a realidade de famílias afetadas por um desastre socioambiental causado pela atividade de uma mineradora no Nordeste brasileiro.
O documentário aborda as consequências da perda das moradias, dos vínculos comunitários e da memória coletiva, provocando nos participantes reflexões acerca do direito à moradia digna, à justiça e à reparação social. Após a exibição, os assistidos puderam compartilhar suas percepções sobre o filme em uma roda de conversa.
“Eu achei falta de respeito para com o próximo”, afirmou Anderson Santos, que refletiu sobre a mensagem do documentário.
Luiz Souza também destacou a importância da responsabilização pelos danos causados, comentando: “Achei falta de respeito ao ser humano. E que a Justiça venha entrar em processo para não acontecer o que essa mineradora fez na nossa região”.
A indignaçãode Andrêa Luz foi evidente ao assistir ao documentário. “Eu fiquei chocada com o que vi, inclusive em relação à própria Justiça estar ligada com essa destruição. É de uma monstruosidade sem tamanho”, desabafou.
A estagiária de Psicologia da Casa de Passagem Acolher, Ludmilla Apolônio, também comentou sobre os prejuízos ambientais e econômicos causados pela exploração mineral. “Em relação ao documentário, eu achei bem impactante. A gente tem uma diversidade de mata e, infelizmente, essas empresas estão acabando com nossas florestas, com nosso bioma. Isso é uma tristeza. Outra coisa também é a parte econômica daquela região, que está praticamente acabada. A mineradora realmente destruiu a economia daquele local”, avaliou.
A roda de conversa foi conduzida pelo psicólogo Reginaldo Júnior, que aproveitou o momento para reforçar a importância do acolhimento e da construção de novos projetos de vida para pessoas em situação de vulnerabilidade. “Muitas coisas acontecem que interferem na história de vida das pessoas, na construção de projetos pessoais, e elas precisam de algum apoio. É nesse momento que entramos, mostrando que elas não estão sozinhas e que é possível reconstruir essa história”, explicou.
Reginaldo também ressaltou o papel da coletividade na transformação social. “A força do coletivo é capaz de promover mudanças. Quando as pessoas se unem, elas conseguem transformar realidades”, enfatizou.
O educador social Cristiano Correia, responsável por articular a realização da mostra em Aracaju, destacou que a iniciativa priorizou o público atendido pelos serviços socioassistenciais do município. “A proposta foi contemplar o público prioritário da assistência social, especialmente as pessoas acolhidas nos serviços de acolhimento institucional, oferecendo um espaço de reflexão, diálogo e fortalecimento da cidadania”, afirmou.
A 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos é realizada em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e integra as ações desenvolvidas pela Prefeitura de Aracaju para ampliar o acesso à cultura, promover o debate sobre direitos humanos e fortalecer os vínculos sociais por meio da arte.
Fonte: Prefeitura de Aracaju
Siga o Giro por Sergipe e receba as notícias do estado em primeira mão.
