Em visita a Poço Redondo, moradores reclamaram com Eduardo Amorim e Valmir de Francisquinho sobre o abastecimento, que falta há mais de um ano. A população usa caminhões-pipa e deixa caixas d'água na rua.
Durante visita a Poço Redondo, o médico anestesiologista e pré-candidato ao Senado Federal, Eduardo Amorim, junto ao pré-candidato ao Governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho, ouviu diversas reclamações de moradores sobre o abastecimento de água na região. Os cidadãos expressaram sua insatisfação com a situação atual, que persiste há mais de um ano.
Os moradores do Alto Sertão Sergipano têm utilizado caixas d’água na frente de suas residências para armazenar a água que é distribuída por caminhões-pipa, uma medida que se tornou necessária em decorrência da falta de água nas torneiras. Eduardo Amorim mostrou-se bastante preocupado com o que chamou de um cenário “cruel e desumano”.
“Centenas de famílias se humilhando para ter água dentro de casa; estamos falando de algo essencial para a manutenção da vida humana. Estamos diante de uma comprovação de descaso por parte do Poder Público Estadual”, afirmou.
Eduardo do Tênis, pré-candidato a deputado estadual, também participou da conversa e apresentou novas denúncias em relação ao sistema de abastecimento, representando as famílias afetadas pela situação. A insatisfação se intensificou com a concessão de 35 anos da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) para a empresa Iguá, que tem sido alvo de críticas.
Valmir de Francisquinho, em seu discurso, pediu soluções imediatas para os problemas enfrentados. Ele destacou a situação alarmante dos sergipanos sem água nas torneiras e lamentou que muitos se vejam obrigados a recorrer a soluções improvisadas, como as caixas d’água. “Vejam que absurdo Sergipe se tornou. A atual gestão reconduziu nosso povo para os anos 90”, criticou.
Em outro ponto, a falta de manutenção e modernização da rede de distribuição de água em Aracaju levou à abertura de duas crateras na cidade, após rompimentos de tubulações. Um dos casos ocorreu na manhã do dia 14 de agosto, no bairro Industrial, e outro na Avenida Tancredo Neves. Valmir de Francisquinho alertou sobre os riscos que essa situação representa, mencionando um incidente em que uma cratera engoliu um carro com uma família dentro.
“Sou contra essa concessão e defendo que a Deso seja devolvida ao povo sergipano”, completou.
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