Estudo do Santander aponta alta de 1,5% no PIB de Sergipe em 2026 e 1% em 2027, com serviços (58% do PIB) crescendo 1,8% em 2026. O avanço beneficia Aracaju e municípios do interior, reforçando impacto regional.
A economia sergipana apresenta uma perspectiva otimista para o biênio 2026-2027, conforme estudo do Departamento Econômico do Santander. A projeção indica um crescimento do PIB de 1,5% em 2026 e 1% em 2027, alinhando-se às médias do Nordeste e do Brasil, que devem registrar 1,6% e 1,8% neste ano e 1% em ambos os anos seguintes.
Os dados do levantamento incluem informações do PIB regional fornecidas pelo IBGE até 2023, além de previsões até 2027. O setor de serviços, que representa 58% da composição do PIB sergipano, deve crescer 1,8% em 2026 e 1,1% em 2027, números que estão em linha com as médias regionais e nacionais, que projetam 1,9% e 0,9% em 2026 e 2% e 1% em 2027.
“O setor de serviços, que possui a maior participação na economia da região, deve apresentar alguma desaceleração à frente. A dinâmica dos serviços prestados às famílias continua sendo importante para o Nordeste. O mercado de trabalho robusto também vem ajudando, embora a restrição nas condições financeiras tenha impactado o setor”, afirma um economista do Santander.
A indústria também deverá contribuir para o crescimento do PIB em Sergipe, com altas projetadas de 1,8% e 1,4% para 2026 e 2027, respectivamente. Em comparação, a média nacional e do Nordeste é de 1,7% e 1,5% em 2026, e 2,1% e 1,9% em 2027.
“A indústria tem mantido taxas de crescimento positivas no Nordeste. Apesar do fechamento de plantas na região terem impactado a indústria de transformação, o setor segue mostrando resiliência. A perspectiva para 2026 é favorável, com impulso na demanda no geral no Nordeste”, destaca outro economista do Santander.
Entretanto, o setor agropecuário é o único a apresentar expectativas de retração, com projeções de queda de 2,2% em 2026 e 1,3% em 2027. Isso ocorre após um desempenho elevado em 2025, quando a agropecuária sergipana teve um crescimento significativo de 19,5%.
“Estimamos que a agropecuária do Nordeste tenha apresentado forte expansão em 2025, na esteira da safra recorde. Para os anos seguintes, projetamos variações mais moderadas”, conclui um dos economistas do estudo.
O cenário econômico regional continuará a ser influenciado por fatores nacionais, e eventos climáticos são considerados riscos importantes, especialmente com a possibilidade do fenômeno El Niño. Apesar das previsões de desaceleração, é esperado que o crescimento do Nordeste em 2026 e 2027 supere o observado na última década.
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