A Prefeitura de Aracaju promoveu, na tarde desta sexta-feira, 18, um encontro entre os 12 novos juízes substitutos do TJSE e pessoas acolhidas na Casa de Passagem Freitas Brandão, unidade municipal de acolhimento para população em situação de rua.
Com o tema “Construindo caminhos: direitos, sonhos e possibilidades”, a Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas) organizou uma roda de conversa que aproximou os 12 novos juízes substitutos do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) da realidade vivida por pessoas em situação de rua acolhidas na Casa de Passagem Municipal Freitas Brandão. O encontro aconteceu na tarde desta sexta-feira, 18, e integrou a programação do curso de formação dos novos magistrados.
Mais do que conhecer a estrutura e o funcionamento da unidade, os magistrados tiveram a oportunidade de ouvir histórias de vida, desafios, sonhos e perspectivas de quem encontrou no Freitas Brandão um espaço de acolhimento, proteção e reconstrução de vínculos. A atividade buscou ampliar a compreensão dos futuros juízes sobre as políticas públicas voltadas à população em situação de rua, realidade que, muitas vezes, chega ao Judiciário apenas por meio dos processos.
A coordenadora da Casa de Passagem Freitas Brandão, Kelly Teles, destacou a importância da iniciativa para humanizar o olhar do Sistema de Justiça. “Os juízes estão realizando visitas institucionais para conhecer os serviços e compreender melhor a realidade desse público, que precisa ter acesso à justiça de forma digna e segura. A roda de conversa permite que eles enxerguem essas pessoas para além dos processos, reconhecendo suas histórias, seus conhecimentos e seus projetos de vida”, afirmou.
Entre os acolhidos que participaram do encontro estava Lucivaldo Nascimento, morador da unidade há cerca de quatro meses. Ele aproveitou o espaço para compartilhar o desejo de retomar os estudos e, no futuro, contribuir para transformar a realidade de outras pessoas em situação de rua. “Esse tipo de encontro me dá esperança. Estar no Freitas Brandão mudou muita coisa na minha vida. Quero voltar a estudar, crescer e ajudar outras pessoas que passam pelo que eu passei. Poder conversar com os juízes e ser ouvido faz a gente acreditar que é possível construir novos caminhos”, declarou.
A roda de conversa foi conduzida pela desembargadora do Tribunal de Justiça de Sergipe, Simone de Oliveira Fraga, como parte da programação do curso preparatório dos novos magistrados. A iniciativa reforça o diálogo entre o Poder Judiciário e a rede socioassistencial do município, fortalecendo um atendimento mais humanizado e comprometido com o acesso à justiça para os grupos mais vulneráveis da sociedade.
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