No dia 1º de julho, comemora-se o Dia da Vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guérin), e a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), uma unidade de alta complexidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), reforça a relevância da imunização para proteger os recém-nascidos contra as formas mais graves da tuberculose. A vacina é administrada aos bebês que pesam acima de dois quilos, garantindo que eles estejam protegidos desde os primeiros dias de vida.
A pediatra e diretora técnica da MNSL, Roseane Porto, enfatiza que a vacinação é uma importante estratégia de prevenção e ajuda a diminuir o risco de complicações da doença na infância.
“A vacina BCG é fundamental para proteger os bebês contra as formas mais graves da tuberculose, que podem causar sérias complicações. Por isso, sempre que houver indicação, ela deve ser aplicada ainda na maternidade, antes da alta hospitalar”,
destaca a médica.A tuberculose é uma doença contagiosa, transmitida pela saliva e por materiais contaminados, causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch. A BCG é aplicada em dose única e deve ser dada assim que o recém-nascido atinge o peso ideal de dois quilos. O imunizante não só previne as formas mais graves da tuberculose pulmonar, mas também protege contra manifestações da doença que podem afetar outros órgãos, como ossos, rins e as membranas que envolvem o cérebro.
“Os recém-nascidos prematuros, principalmente os prematuros extremos, costumam receber a vacina posteriormente, quando atingem o peso recomendado. Esse é o principal critério para a administração da BCG”,
explica Roseane.Após a aplicação da vacina, é comum que uma pequena cicatriz apareça no braço do bebê, indicando a resposta vacinal. Contudo, a ausência dessa marca não significa falta de proteção.
“Crianças vacinadas na idade recomendada que não apresentem a cicatriz não precisam ser revacinadas”,
complementa a médica.Eliane Alves, dona de casa e mãe de Mariah Eloísa, ressalta a importância da vacinação para a prevenção de doenças.
“É um alívio saber que os nossos filhos já saem da maternidade vacinados e protegidos contra as doenças. Não precisamos ir de imediato ao posto de saúde porque as primeiras vacinas, os bebês já recebem aqui mesmo”,
enfatiza.A MNSL estabelece uma parceria com o Projeto Corujinha, da Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju, para a vacinação dos recém-nascidos na unidade. Os técnicos do projeto são responsáveis pela imunização dos bebês com as vacinas da BCG contra a tuberculose, a primeira dose da hepatite B e o imunizante nirsevimabe, um anticorpo monoclonal que amplia a proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa de internação por bronquiolite. Este anticorpo é administrado nos bebês que nasceram antes de 37 semanas de gestação.




Fonte: Saúde – Sergipe
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