A divisão do TSE dá a Lula 1 minuto a mais de TV sobre Flávio Bolsonaro, com a federação Brasil da Esperança somando 5min32s. Em Sergipe, o maior espaço deve impulsionar campanhas do PT em Aracaju e no interior.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma vantagem significativa nas propagandas eleitorais de televisão, com pelo menos 1 minuto a mais de tempo em relação ao seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). A divisão do tempo de TV é baseada em uma tabela de representatividade dos partidos divulgada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
As propagandas eleitorais irão ao ar entre os dias 28 de agosto e 1º de outubro, e o partido de Lula terá cerca de 5 minutos e 32 segundos de exposição. Essa vantagem se deve ao fato de Lula compor a federação Brasil da Esperança, que inclui PT, PCdoB e PV, além do apoio de PSB, PDT e da federação Psol-Rede.
Embora o PL seja o segundo partido com mais deputados federais eleitos, totalizando 98, a sigla não conseguiu formar alianças que aumentassem o tempo de televisão de Flávio Bolsonaro. Recentemente, a cúpula da federação composta por PP e União Brasil optou por não apoiar nenhum candidato em um palanque nacional, enquanto Republicanos e Podemos também decidiram por uma posição de neutralidade.
Esse cenário contrasta com o de 2022, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu apoio de PP e Republicanos antes das convenções. Sem o mesmo suporte, Flávio deverá contar com cerca de 4 minutos e 20 segundos nas propagandas eleitorais.
O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, aparece em terceiro lugar na lista de candidatos com tempo de TV. O ex-governador de Goiás, que também não conta com apoio de outros partidos, terá aproximadamente 2 minutos e 2 segundos para sua campanha. O último candidato a ter tempo de propaganda gratuita é Augusto Cury, do Avante, com 36 segundos disponíveis, devido ao seu partido ter apenas 7 deputados eleitos.
Outros candidatos, como Romeu Zema do partido Novo e Renan Santos do partido Missão, não conseguirão tempo de televisão, pois suas siglas não alcançaram o mínimo necessário definido pela cláusula de desempenho.
A cláusula de desempenho estabelece que os partidos precisam atingir um percentual mínimo de votos válidos ou um número mínimo de deputados eleitos para ter acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na televisão. Para 2026, será necessário eleger 13 deputados federais em pelo menos um terço das unidades da federação ou obter 2,5% dos votos válidos.
As eleições seguintes terão critérios ainda mais rigorosos, com a necessidade de 3% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados em 2030. As propagandas eleitorais gratuitas serão exibidas em blocos de 12 minutos e 30 segundos, às terças, quintas e sábados, além de inserções de 30 e 60 segundos ao longo da programação.
Historicamente, a família Bolsonaro terá o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita desde o início das disputas. Em 2018, Jair Bolsonaro teve apenas 8 segundos de tempo de TV, enquanto em 2022, mesmo sendo presidente, ficou atrás de Lula em termos de tempo de exposição.
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