IBGE informa que Aracaju teve queda do IPCA pelo segundo mês seguido, mais intensa que em junho (-0,02%). A baixa foi liderada por alimentos; acumulado em 2026 é 4,08% e em 12 meses 4,83%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou, na tarde de ontem, que Aracaju registrou uma queda no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pelo segundo mês consecutivo. O estudo revela que a redução nos preços foi mais acentuada do que em junho, quando o índice ficou em -0,02%. Em comparação ao mesmo período do ano passado, em julho de 2025, o índice foi de 0,28%.
O acumulado do IPCA em Aracaju para o ano de 2026 é de 4,08%, enquanto que nos últimos 12 meses, o índice alcançou 4,83%. A principal contribuição para essa queda foi observada no setor de alimentação e bebidas, que apresentou uma redução de 1,58%, gerando um alívio de -0,34% no orçamento dos aracajuanos. Dentro desse grupo, os subitens que mais se destacaram com quedas significativas foram o tomate, que teve uma desvalorização de -38,11%, seguido pela batata inglesa com -25,2% e a cenoura com -13,68%.
Além da alimentação, o grupo de transportes também registrou uma leve queda de -0,05%, refletindo um impacto negativo de -0,01%, principalmente devido à redução no preço do óleo diesel, que caiu 3,02%. O segmento de educação, por sua vez, apresentou uma leve baixa de -0,01%.
Por outro lado, alguns setores mostraram alta nos preços. Habitação teve um aumento de 0,59%, artigos de residência subiram 1,35%, vestuário teve um acréscimo de 0,13%, saúde e cuidados pessoais aumentaram 0,37%, despesas pessoais subiram 0,6% e comunicação teve um leve aumento de 0,14%.
O IPCA, que é calculado pelo IBGE desde 1980, abrange famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e inclui dez regiões metropolitanas do Brasil, além de algumas cidades, como Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador se estabeleceu em 4,1%.
No cenário nacional, o último registro de deflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi em agosto de 2025, quando o índice ficou em -0,21%. Para o ano de 2026, a alta acumulada é de 3,5%. O IBGE também destacou que o IPCA, conhecido como a inflação oficial do país, fechou julho com uma variação de 0,07%, totalizando 4,44% em 12 meses, impulsionado pela queda nos preços dos alimentos.
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