Com trio pé-de-serra e espírito junino, a SMTT transformou as ruas do bairro Santos Dumont em sala de aula nesta terça-feira, 9, unindo forró e conscientização sobre segurança no trânsito.
Ao embalo do forró pé-de-serra que já aquece o coração de Aracaju neste mês mais animado do ano, as ruas do bairro Santos Dumont ganharam, na manhã desta terça-feira, 9, um clima todo especial — e com uma missão importantíssima. A Prefeitura de Aracaju, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), realizou mais uma edição do projeto “Forró na Faixa”, uma ação educativa que mistura música, cultura popular nordestina e orientação para o trânsito de um jeito que só o povo sergipano sabe fazer: com alegria, calor humano e muita criatividade.
O cortejo teve início nas proximidades do Terminal Maracaju e contou com a participação animada do Grupo Cones de Teatro, da Coordenadoria de Educação para o Trânsito (CET), que percorreu diversas vias da região acompanhado por um trio pé-de-serra. Ao longo do percurso, moradores, condutores, motociclistas e pedestres foram abordados de forma lúdica e descontraída, recebendo orientações sobre travessia segura, respeito à sinalização e a importância de comportamentos responsáveis no trânsito. O trajeto passou pelo entorno do Mercado do Santos Dumont e foi encerrado de forma simbólica na faixa de pedestres da Praça Ulisses Guimarães.
A escolha do Santos Dumont não foi por acaso. De acordo com o coordenador de Educação para o Trânsito da SMTT, Lacerda Júnior, a região concentra um intenso fluxo de veículos e pessoas todos os dias. “Trata-se de uma área com grande circulação, especialmente no entorno do mercado, do terminal e dos estabelecimentos comerciais. Levar essa ação para o bairro é uma forma de reforçar a importância do respeito à faixa de pedestres e da convivência segura entre todos os usuários das vias. Quando a conscientização chega ao cotidiano das pessoas, o impacto tende a ser muito maior”, destacou o coordenador.
A população do bairro recebeu a iniciativa com entusiasmo. A costureira Maria do Socorro, de 68 anos, acompanhou a passagem do cortejo próximo ao seu local de trabalho e não poupou elogios. “As pessoas precisam realmente ter mais consciência. Mesmo existindo uma faixa de pedestres aqui, muitos motoristas e motociclistas não respeitam a sinalização. Eu mesma já presenciei o atropelamento de um senhor idoso nesse local”, relatou, emocionada. A fala de Dona Maria do Socorro resume exatamente por que ações como o “Forró na Faixa” são tão necessárias: a segurança no trânsito é assunto sério, mas pode — e deve — ser tratada com a leveza e o afeto que só a cultura nordestina oferece.
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