A defesa da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, protocolou um pedido junto ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a abertura de uma investigação para apurar uma possível quebra ilegal de sigilo telemático.
O pedido foi apresentado nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, após a divulgação de uma reportagem que indicava que a campanha do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, estaria planejando divulgar áudios de conversas entre Roberta e Lulinha. A defesa alega que não há conhecimento sobre a existência de uma decisão do STF que tenha autorizado o acesso a dados ou comunicações da empresária.
Com base nisso, os advogados de Roberta Luchsinger pedem que o ministro Mendonça esclareça se houve alguma medida de quebra de sigilo no âmbito da investigação. O objetivo é garantir que, caso tenha havido autorização para tal medida, a defesa tenha acesso imediato à decisão e ao material obtido.
A defesa também enfatiza a importância de investigar a origem de um possível vazamento de informações, caso dados privados tenham chegado à campanha de um adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, nas eleições deste ano. A situação levanta preocupações sobre a integridade do processo eleitoral e o uso de informações sigilosas para fins políticos.
Essa solicitação ao STF ocorre em um contexto de crescente tensão política, onde a troca de informações e a utilização de dados pessoais têm se tornado temas centrais nas discussões sobre ética e legalidade nas campanhas eleitorais. A defesa de Luchsinger busca proteger os direitos de sua cliente e garantir que qualquer irregularidade seja devidamente apurada, mantendo a transparência nos processos eleitorais.
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