Emília Corrêa apresenta ao MPSE projeto inédito para reestruturar o transporte na capital e região metropolitana. A proposta desafia décadas de modelo antigo e prioriza tarifas acessíveis.
A gestão do transporte público em Aracaju, sob a liderança da prefeita Emília Corrêa, tem se concentrado em uma reestruturação técnica e na modicidade tarifária, desafiando um modelo de licitação que perdurou por décadas. As ações visam melhorar a mobilidade na capital e na região metropolitana, com foco em pilares fundamentais.
O Novo Desenho da Mobilidade Urbana
Como presidente do Consórcio de Transporte Público da Região Metropolitana (CTM), Emília Corrêa apresentou ao Ministério Público de Sergipe (MPSE) um modelo inédito de licitação, fundamentado em estudos técnicos robustos realizados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A prefeita busca romper definitivamente com tentativas de reverter o processo licitatório herdado da gestão anterior, o qual enfrentou diversas contestações judiciais devido a falhas graves, riscos de direcionamento e suspeitas de superfaturamento.
Congelamento da Tarifa e Subsídio Municipal
Para evitar impactos diretos no bolso do cidadão, a prefeitura adotou uma política rígida contra o aumento da passagem, mantendo o valor congelado em R$ 4,50. O sistema é sustentado por um significativo subsídio financeiro por passageiro, que o município paga às empresas de ônibus. Embora a estrutura desse repasse gere debates políticos locais, especialmente com a oposição, ele atua como uma barreira que impede o aumento da tarifa para o usuário final.
Renovação Tecnológica e Frota Elétrica
A estratégia de modernização da frota de ônibus tem investido na transição energética e no conforto dos passageiros. Aracaju tem avançado consideravelmente no plano de eletromobilidade urbana, integrando ônibus 100% elétricos à frota em operação e abrindo licitações para a aquisição de mais veículos elétricos e carregadores de alta potência.
Além disso, houve a celebração de contratos de financiamento para a inclusão de novos ônibus convencionais equipados com ar-condicionado e motores de tecnologia Euro 6, que visam reduzir drasticamente a emissão de poluentes e aumentar a eficiência ambiental. Essa estratégia busca equilibrar a urgência de uma frota mais confortável e menos poluente, mantendo o preço da passagem e transferindo o peso financeiro para o orçamento municipal por meio de subsídios, enquanto o novo processo licitatório da Fipe avança.

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