O anestesiologista Eduardo Amorim usou entrevista no rádio para denunciar falhas graves no Huse. Com 30 anos na saúde, ele propõe medidas imediatas e reforça atuação em hospitais do interior, como Lagarto.
Na tarde de hoje, o médico anestesiologista e pré-candidato ao Senado Federal, Eduardo Amorim, concedeu uma entrevista aos radialistas Gilson Ramos e Eduardo Carvalho, onde abordou os problemas enfrentados pelo Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Segundo ele, a unidade hospitalar lida com questões recorrentes que necessitam de soluções imediatas.
Com mais de 30 anos de experiência na área da saúde, Eduardo Amorim é conhecido por suas contribuições, como a idealização da campanha em defesa da construção do Hospital do Câncer em Aracaju e do Hospital do Amor em Lagarto, além da implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Em sua fala, ele enfatizou que 85% da população sergipana depende do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Durante oito anos eu defendi, cobrei, destinei recursos para construção do Hospital do Câncer; depois de 15 anos, finalmente a obra foi concluída. Agora eu tenho uma outra missão: resolver os problemas do Huse. Uma unidade hospitalar muito importante, que recebe diariamente centenas de pacientes, mas que sofre negligência administrativa e isso reflete na recorrência de problemas”, afirmou.
Amorim destacou que sua proposta envolve a destinação de múltiplas emendas com o objetivo de ampliar a estrutura do Huse, qualificar todos os departamentos, contratar mais profissionais e melhorar as condições de trabalho. Ele considera inadmissível que a unidade continue acumulando problemas sem oferecer uma assistência digna e de qualidade.
No mês de dezembro do ano passado, o Conselho Regional de Medicina de Sergipe (CRM) realizou uma vistoria técnica, onde constatou um cenário crítico no Huse. Os peritos observaram que pacientes enfrentavam dificuldades para obter transferências, cirurgias aguardavam por leitos e o centro cirúrgico estava superlotado, com pacientes acomodados em corredores. O relatório do CRM, protocolado no Ministério Público Estadual (MPSE), indicou que a superlotação compromete a segurança e a qualidade do atendimento na maior unidade hospitalar pública do estado.
“Os sergipanos ‘susdependentes’ internados no Huse sabem que o relatório é verdadeiro e condiz com o cenário. Nosso foco é no paciente que precisa restabelecer a respectiva saúde, mas não podemos deixar de falar também das angústias dos trabalhadores que são obrigados a vivenciar os problemas diários”, completou Eduardo Amorim, que estava acompanhado pelo pré-candidato ao Governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho.
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