Na última terça-feira, 26 de maio, a itabaianense Fabiana Silva, de 35 anos, faleceu no Hospital Universitário de Itabaiana, onde estava internada desde o dia 2 de maio. Fabiana, moradora do bairro Queimadas, lutava contra o lúpus, uma doença autoimune que afeta o sistema imunológico.
Familiares de Fabiana relataram que ela aguardava há 24 dias por uma vaga em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A transferência para a UTI era considerada urgente, uma vez que suas condições de saúde se agravaram devido às complicações da doença. A regulação da vaga havia sido solicitada à Secretaria de Estado da Saúde (SES), mas, infelizmente, a espera se prolongou por mais de três semanas.
O caso gerou grande comoção entre amigos e familiares, que lamentaram a perda de Fabiana, uma mãe dedicada a seus cinco filhos, entre eles um bebê de apenas um ano. A expectativa de uma solução rápida e humanitária para a situação de Fabiana foi frustrada, resultando em um desfecho trágico que evidencia a dificuldade enfrentada por pacientes que necessitam de cuidados intensivos.
O luto pela morte de Fabiana é sentido não apenas por sua família, mas também pela comunidade de Itabaiana, que se une em solidariedade neste momento difícil. O caso levanta questões sobre a urgência na oferta de leitos em UTIs e a importância da agilidade na regulação de vagas para pacientes em estado crítico.
“Era uma luta constante por uma vaga, e a gente não sabe mais o que fazer. A situação está insustentável”, desabafou um familiar de Fabiana.
Fabiana deixa um legado de amor e carinho para seus filhos, que agora enfrentam a difícil tarefa de seguir em frente sem a presença da mãe. Este trágico episódio é um lembrete da importância de se priorizar a saúde pública e garantir que todos tenham acesso a tratamentos adequados e em tempo hábil.
Siga o Giro por Sergipe e receba as notícias do estado em primeira mão.
