Um advogado de 45 anos foi preso nesta quarta-feira (13) sob suspeita de ter cometido estupro contra a própria cunhada no município de Lagarto, no interior de Sergipe. As informações são da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Segundo as investigações, o suspeito teria se valido do vínculo familiar para acessar a residência da vítima durante o turno da manhã. Após o crime, ele deixou Lagarto e seguiu em direção ao município de Ribeirópolis, na tentativa de escapar da ação policial.
Prisão realizada no mesmo dia
Com base nas informações colhidas após o relato da vítima, equipes da Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) de Lagarto e do 7º Batalhão da Polícia Militar iniciaram buscas imediatamente. Policiais da região de Ribeirópolis foram acionados para apoiar as diligências.
A delegada Vanessa Feitosa destacou a agilidade das equipes no encerramento do caso. “Assim que a ocorrência chegou ao conhecimento das equipes policiais, as diligências foram iniciadas de forma imediata. Houve compartilhamento rápido de informações e atuação integrada entre as unidades envolvidas, o que possibilitou a localização e prisão do investigado ainda no mesmo dia”, afirmou a delegada.
Participaram da operação policiais militares da 3ª Companhia do 3º BPM, integrantes do Batalhão de Polícia de Caatinga (BPCaatinga) e policiais civis da Delegacia de Ribeirópolis. Após a localização do suspeito, ele foi encaminhado à unidade policial, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante.
A Defensoria solicitou à Justiça a prisão preventiva do investigado, que segue à disposição do Poder Judiciário para a realização de audiência de custódia.
OAB/SE instaura processo ético disciplinar
A Ordem dos Advogados do Brasil — Seccional Sergipe (OAB/SE) emitiu nota informando que instaurou um processo ético disciplinar contra o profissional, após a Diretoria de Prerrogativas ser comunicada sobre a prisão. O advogado consta nos quadros da entidade e responde por investigação relacionada à suposta prática de crime contra a dignidade sexual.
A Presidência da OAB/SE também determinou a expedição de ofício à autoridade policial competente, solicitando informações, documentos e elementos probatórios vinculados ao caso. A entidade informou que, após acesso ao material oficial, outras medidas cabíveis serão avaliadas.
“Em razão da natureza dos fatos apurados e da necessidade de preservação da intimidade das pessoas envolvidas, o procedimento tramitará sob sigilo absoluto”, diz o trecho da nota divulgada pela OAB/SE.
Siga o Giro por Sergipe e receba as notícias do estado em primeira mão.
