O cantor sergipano registrou o projeto de forma gratuita em 18 de agosto, no Campo do Sargento, com repertório de nove faixas. 'Instinto' é o single; a gravação valoriza a conexão direta com o público.
Depois de ultrapassar 1 bilhão de streams e reunir cerca de 30 mil pessoas para a gravação de um DVD em São Paulo, o cantor sergipano Natanzinho Lima lançou o projeto audiovisual “Na Favela – Ao Vivo no Complexo do Alemão/RJ”. O registro foi feito de forma gratuita e colocou a conexão com o público no centro da produção.
O projeto foi registrado em 18 de agosto, no Campo do Sargento, no Complexo do Alemão, e reúne nove faixas, com “Instinto” como música de trabalho. O repertório composto para a gravação transita entre o romantismo e a sofrência que marcaram a trajetória do artista, incorporando também referências da cultura musical do Rio de Janeiro.
Repertório
- Instinto — música de trabalho
- Jogo do Amor
- Refém
- Não Sou de Ninguém
- Sou Favela
- Silêncio
- Deixe-me Ir
A escolha do Complexo do Alemão representou mais do que uma mudança de cenário. A proposta do projeto “Na Favela” foi levar uma produção audiovisual de grande porte para dentro das comunidades e permitir que o público participasse gratuitamente da experiência. Após as gravações, o artista permaneceu no local para um show de aproximadamente quatro horas, segundo informações sobre a programação do dia.
Na identidade visual da gravação, a atmosfera carioca aparece de forma explícita: o cantor adotou um visual mais informal, com chinelo e camisa do Flamengo, reforçando a proximidade que pretende estabelecer com o público presente. No repertório, o brega e as canções românticas se misturaram a referências que dialogam com a cena musical do Rio.
Natanzinho já planeja transformar “Na Favela” em uma série de gravações realizadas em diferentes comunidades brasileiras, repetindo o formato com entrada franca e acesso aberto ao público. Sobre esse desdobramento do projeto, ele declarou:
“Esse projeto foi muito especial para mim e a ideia é não parar por aqui. Quero fazer o ‘Na Favela 2.0’, 3.0 e levar para outras comunidades também, sempre de forma totalmente gratuita e aberta ao público. Quero estar cada vez mais perto das pessoas que escutam a minha música e poder proporcionar esses momentos para elas”
O registro no Complexo do Alemão soma-se à sequência de marcos na carreira do artista, que incluiu público numeroso em São Paulo e grandes números de streaming. A iniciativa do projeto evidencia a aposta em formatos que aproximem a produção musical das comunidades onde a música é consumida e vivida.
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