Estudantes do 1º ao 5º ano da Escola Professor Antônio da Costa Melo apresentaram o curta “Krenak: A voz do rio”, produzido durante o ano letivo em Aracaju.
A Escola Professor Antônio da Costa Melo, localizada no bairro Getúlio Vargas, realizou nesta quarta-feira, 12, uma aula interativa para apresentar um projeto desenvolvido em comemoração ao Dia Internacional dos Povos Originários.
Na ocasião, os alunos do 1º ao 5º anos assistiram ao curta-metragem “Krenak: A voz do rio”, com o objetivo de desconstruir estereótipos e ampliar a perspectiva dos estudantes sobre a luta e os direitos dos povos originários.
A iniciativa integra o trabalho realizado pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed), que promove ações de educação antirracista nas escolas. O compromisso segue as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, voltadas ao processo contínuo de ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena.
O curta “Krenak: A voz do rio” foi criado ao longo do ano letivo com alunos do 1º ao 5º ano, na disciplina de Linguagens Artísticas e Culturais. As crianças participaram das filmagens e foram responsáveis pela idealização, elaboração do roteiro, narração e confecção dos adereços utilizados na produção.
O projeto homenageia a vida e as obras do ativista e ambientalista Ailton Krenak, dedicado à luta pelos direitos dos povos indígenas e à articulação de movimentos e organizações em defesa dessas causas.
Aluna do 4º ano, Laysla Gabrielle afirmou que o curta equilibra momentos de humor com uma mensagem profunda e destacou a satisfação de apresentar uma produção audiovisual apreciada pelo público.
“Foi uma experiência significativa narrar a história do curta, destacando a importância da preservação dos povos originários. Fiquei honrada de participar e independente dos desafios, o aprendizado e a dedicação valeram cada esforço”, disse a estudante.
A atividade foi orientada pela professora Liliane Rocha, que mediou debates com os alunos sobre preservação ambiental e combate às desigualdades sociais. Segundo a docente, o tema e o homenageado foram escolhidos para estabelecer diálogo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), metas globais estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para erradicar a pobreza e proteger o meio ambiente e o clima.
“O objetivo central é demonstrar que os povos indígenas não se restringem ao território brasileiro, nem a modos de vida limitados ao ambiente das aldeias ou a representações visuais arcaicas”, explicou a professora.
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