Pela primeira vez, o primeiro escalão em Sergipe alcança igualdade: 13 mulheres entre 27 secretários. Elas comandam pastas estratégicas como Fazenda, Planejamento, Educação, Justiça e Controladoria.
O estado de Sergipe alcançou um marco histórico ao contar com 13 mulheres à frente de 27 secretarias no primeiro escalão do governo, representando exatamente 50% das posições. Essa conquista não deve ser recebida apenas como uma estatística, mas como um reflexo da importância da participação feminina em decisões que impactam a vida da população.
As mulheres ocupam cargos em áreas fundamentais, que vão além das tradicionais políticas sociais. Atualmente, elas estão à frente de pastas como Fazenda, Administração, Planejamento, Educação, Meio Ambiente, Justiça, Comunicação e Controladoria-Geral. Essa diversidade de áreas demonstra que a presença feminina não se limita a questões de cuidado, mas se estende a setores estratégicos da administração pública.
Entre as mulheres que lideram essas secretarias estão nomes como Anne Bastos, no Gabinete Militar; Daniela Mesquita, no Turismo; Érica Mitidieri, na Assistência Social, Inclusão e Cidadania; e Sarah Tarsila, na Fazenda. O dado é ainda mais significativo quando se considera que, segundo o IBGE, as mulheres representavam 52,1% da população sergipana no Censo 2022, evidenciando a discrepância histórica entre a presença feminina na sociedade e sua representatividade em cargos de decisão.
O papel das mulheres na administração pública vai além da simples ocupação de cargos. A presença delas traz uma nova perspectiva às políticas públicas, refletindo a necessidade de uma gestão mais inclusiva e representativa. A secretária da Fazenda, Sarah Tarsila, ressalta a importância de resultados concretos em sua gestão, afirmando:
“Ser a primeira mulher a assumir a Secretaria da Fazenda de Sergipe tem um peso importante, mas não é sobre simbolismo. É sobre resultado.”
A discussão sobre a presença feminina no poder público é crucial, pois altera a percepção de meninas e jovens sobre suas possibilidades de atuação. Como destaca Érica Mitidieri, secretária de Assistência Social, Inclusão e Cidadania:
“Quando uma mulher ocupa um cargo de liderança, ela também abre caminhos e inspira outras mulheres a acreditarem que podem estar nesses espaços.”
Entretanto, é importante lembrar que a representatividade não é um fim em si mesma. A capacidade técnica e a experiência são fundamentais para o desempenho eficaz das funções. O que a presença feminina proporciona é uma ampliação das vozes e experiências na tomada de decisões, o que pode resultar em políticas públicas mais abrangentes e justas para toda a sociedade.
Um exemplo recente dessa nova abordagem foi a inauguração da Casa da Mulher Brasileira em Sergipe, que oferece serviços integrados de segurança, Justiça, saúde e assistência social para mulheres em situação de violência. O investimento de mais de R$ 6 milhões para a criação desse espaço é um reflexo de como a presença feminina no governo pode gerar iniciativas que beneficiam toda a comunidade.
Assim, a paridade feminina no primeiro escalão do governo de Sergipe não é apenas uma vitória simbólica, mas uma oportunidade de transformar a gestão pública e promover políticas que atendam aos anseios de toda a população.
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