Aracaju registrou 45 animais positivos para esporotricose entre janeiro e junho de 2026. A Secretaria Municipal da Saúde mantém vigilância, atendimento e ações de prevenção, sem declaração oficial de surto no município.
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), mantém ações permanentes de vigilância, prevenção e controle da esporotricose. Entre janeiro e junho de 2026, 45 animais testaram positivo para a doença no município. Em 2025, foram registrados 110 animais com diagnóstico positivo.
O trabalho é desenvolvido pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), responsável pela identificação, diagnóstico e acompanhamento de animais suspeitos. A atuação da rede municipal também abrange a vigilância dos casos em humanos, além de orientações nas Unidades de Saúde da Família (USFs), acompanhamento médico dos pacientes e distribuição de medicamentos para tratamento humano, conforme repasse do Ministério da Saúde.
Em 2025, Aracaju notificou 17 casos humanos de esporotricose. Em 2026, até o momento, foram registrados 12 casos. A doença é uma zoonose de importância para a saúde pública e pode ser transmitida por animais infectados, especialmente gatos, por meio de arranhaduras, mordeduras ou contato com lesões contaminadas.
Segundo a SMS, a orientação a tutores e à população é uma das principais estratégias de prevenção e controle, em ações integradas entre saúde humana, animal e ambiental, conforme a abordagem de Saúde Única (One Health).
De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde da SMS, Duanne Marcele, o município monitora continuamente a ocorrência da doença e mantém os protocolos de vigilância e atendimento. Apesar dos registros, não há, até o momento, declaração oficial de surto de esporotricose em Aracaju. O boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Estado da Saúde (SES) aponta a circulação da doença em Sergipe, mas não classifica Aracaju como município em situação de surto.
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