Moradores dos bairros Atalaia, Aeroporto e Aruana conheceram, no sábado, 8, rotas de fuga e orientações para emergências envolvendo GLP na Nacional Gás, em Aracaju.
Moradores, comerciantes e líderes comunitários dos bairros Atalaia, Aeroporto e Aruana participaram, na manhã do sábado, 8, na sede da Nacional Gás, em Aracaju, da apresentação do Plano de Evacuação da Comunidade (PEC). O encontro foi promovido pela Defesa Civil de Aracaju, órgão vinculado à Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seminfra), em parceria com a empresa de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).
Durante a atividade, o grupo conheceu as características do GLP e o comportamento do produto em situações normais e em casos de anormalidade, que exigem atenção de toda a comunidade. Como parte do PEC, toda a área de risco tecnológico já está sinalizada com placas informativas que indicam as rotas de fuga.
A coordenadora-geral da Defesa Civil de Aracaju, a engenheira Valéria Bispo, informou que a capital possui 168 áreas de riscos geológicos e hidrológicos mapeadas e monitoradas. Além delas, existem áreas de riscos tecnológicos, como a localizada na região de fronteira entre os bairros Aruana, Atalaia e Aeroporto.
“Temos aqui uma empresa de armazenamento de gás que pode sofrer algum tipo de acidente ou incidente envolvendo explosões, já que são líquidos inflamáveis. E a gente faz um treinamento com a população para que saiba se comportar caso isso venha a acontecer. Por isso, é muito importante que a comunidade se envolva”, afirmou a coordenadora-geral.
Ao lado da empresa de armazenamento de gás está o Residencial Atalaia Sul, com cerca de 250 residências e uma estimativa de mais de 1.000 pessoas. A artesã e vice-presidente da associação dos moradores, Wilma Araújo, participou da reunião e destacou a importância do planejamento.
“Nós temos essa preocupação e sabemos da importância de um planejamento diante de uma possível situação que nos coloque em risco. Lamentável a falta de interesse de parte da comunidade em não se fazer presente em um momento como este. Embora a gente saiba que existe muito investimento em segurança, o fator humano — aquilo que a gente precisa agir individualmente — é importante saber e ter o direcionamento”, declarou.
Morador da região há um ano e com experiência no ramo da indústria, o comerciante Efison Araújo também ressaltou a necessidade de participação popular nos treinamentos. “É de suma importância para toda a comunidade participar desse tipo de treinamento. É necessário esse tipo de instrução, para que as pessoas saibam para onde seguir no momento de uma possível emergência”, disse.
Com a baixa adesão dos moradores ao chamamento, a Defesa Civil de Aracaju informou que realizará um novo encontro com a comunidade.
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