Quarto levantamento de 2026 mostra risco médio em 62,67% dos municípios; quatro cidades em alto risco. Levantamento feito por agentes de combate às endemias e pela Secretaria de Saúde.
O quarto Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 revelou que 47 municípios sergipanos apresentam risco médio de infestação, 4 estão em alto risco e 24 em baixo risco. Esses números correspondem a 5,33%, 62,67% e 32% das 75 cidades do estado, respectivamente. O levantamento foi realizado pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE) em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e tem como objetivo medir a presença do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.
A SES destacou que nesta quarta edição do LIRAa, os municípios de Frei Paulo, Itabaiana e Nossa Senhora da Glória continuam na faixa de alto risco de infestação. Graccho Cardoso, que havia registrado um índice de 1,7 na pesquisa anterior, agora se juntou a esse grupo ao alcançar um índice de 5,8.
Os índices considerados satisfatórios no LIRAa variam de 0 a 0,9, enquanto o de risco médio é de 1,0 a 3,9 e o de alto risco é igual ou superior a 4,0. Comparando com o LIRAa anterior, divulgado em maio, Sergipe apresentou uma melhora no quadro de infestação pelo Aedes aegypti. O número de municípios classificados como alto risco caiu de sete para quatro, representando uma redução de 42,9%.
Por outro lado, os municípios em baixo risco aumentaram de 19 para 24, o que corresponde a um crescimento de 26,3%. Já aqueles em médio risco passaram de 48 para 47. Essa mudança nos índices é um indicativo positivo no combate à proliferação do mosquito.
Para ajudar na prevenção, é fundamental que a população esteja atenta aos locais onde o Aedes aegypti pode se reproduzir. O mosquito utiliza qualquer recipiente que acumule água para depositar seus ovos, portanto, é importante verificar vasos de plantas com água parada, caixas d’água destampadas, reservatórios descobertos, pneus e outros recipientes que possam se tornar criadouros. A eliminação desses locais é a medida mais eficaz para interromper o ciclo de reprodução do vetor.
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