Em 24 de julho, cerca de 10 mil sergipanos – da capital e do interior – participaram da marcha organizada pelo MST. O vereador, militante histórico e filho da reforma agrária, reafirmou apoio às demandas do campo.
No dia 24 de julho, o vereador de Aracaju e pré-candidato a deputado estadual Camilo Daniel (PT) participou da tradicional Marcha do Trabalhador e da Trabalhadora Rural, que celebra o Dia do Trabalhador Rural, comemorado em 25 de julho. A mobilização, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), reuniu cerca de 10 mil pessoas de várias regiões de Sergipe, demonstrando a unidade e a organização popular em defesa dos direitos do povo do campo.
Camilo, que é um militante histórico do MST e filho da reforma agrária, acompanhou a caminhada, reafirmando seu compromisso com as pautas que sempre marcaram sua trajetória política. Junto a lideranças do MST, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e do deputado federal João Daniel (PT), o parlamentar percorreu o trajeto que começou no trevo da BR-101 e terminou na Praça General Valadão, após uma pausa para o almoço na Praça da Cruz Vermelha.
A marcha foi animada pela mística do MST e pelas palavras de ordem em defesa da reforma agrária popular. O grupo Descidão dos Quilombolas se apresentou em um trio elétrico, energizando a multidão e fortalecendo o espírito de luta de todos os presentes, que acreditam na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
“Esta é uma marcha histórica. É a maior expressão da força organizada do povo do campo em Sergipe. Ver quase 10 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais ocupando as ruas da capital mostra que a luta pela reforma agrária continua viva e necessária”, afirmou Camilo Daniel.
Zé Aílton, da Coordenação Nacional do MST em Sergipe, enfatizou que a marcha não é apenas uma celebração, mas também um momento crucial para reivindicar políticas públicas para quem vive no campo. “Ainda temos mais de 3 mil famílias acampadas, esperando a criação de assentamentos, e muitas outras que precisam de infraestrutura e de políticas públicas”, ressaltou.
Flamarion Déda, dirigente do MST e assentado na região de Lagarto, destacou a importância da mobilização. “São os homens e mulheres do campo que fazem a luta, fazem a produção e alimentam a mesa do povo brasileiro”, disse.
Camilo também enfatizou que a luta pela reforma agrária transcende a simples distribuição de terras, abrangendo a necessidade de garantir condições adequadas para que as famílias assentadas possam produzir e viver com dignidade. Essa luta inclui investimentos em infraestrutura, acesso à água, crédito, assistência técnica, educação, saúde e moradia, além de políticas públicas que fortaleçam a agricultura familiar. Ele reafirmou a defesa da agroecologia como um modelo de produção que assegura alimentos saudáveis, preserva o meio ambiente e protege as sementes crioulas, contribuindo para a soberania alimentar.
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