A Prefeitura de Aracaju inseriu a Educação Digital como componente curricular em 2026. Desde março, o Ceafe forma docentes de todas as etapas da rede municipal para aplicar o ensino em sala de aula.
O avanço das tecnologias digitais tem transformado profundamente a maneira como as pessoas acessam informações, se comunicam e constroem conhecimento. Diante desse cenário, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed), deu um passo concreto em 2026: a Educação Digital passou a integrar oficialmente o currículo das escolas públicas municipais como componente curricular, alinhando-se à diretriz nacional que instituiu a BNCC Computação como complemento à Base Nacional Comum Curricular.
A BNCC Computação foi criada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2022, por meio da Resolução CNE/CEB nº 1/2022. O documento estabelece normas oficiais que definem como o ensino computacional e o universo on-line devem ser trabalhados na Educação Básica brasileira. Para garantir que essa transição aconteça de forma dinâmica e efetiva, a Semed, através do Centro de Aperfeiçoamento e Formação Continuada da Educação (Ceafe), investe desde março deste ano na formação de professores de todas as etapas da rede de ensino — Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA). O investimento se dá por meio do Programa Horas de Estudo, com encontros presenciais e virtuais.
Os educadores relatam que a iniciativa tem sido um suporte essencial para enriquecer as aulas. Com os conhecimentos adquiridos nos encontros formativos, os docentes passaram a empregar metodologias e práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento do pensamento computacional, à inserção na cultura digital, à ampliação do conhecimento sobre tecnologias e ao uso seguro das telas. Andrezza Teti Lima, professora do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Laonte Gama da Silva, destaca que a experiência tem sido muito interessante para os alunos. “Ajuda no processo ensino-aprendizagem. Muitos temas trabalhados na formação, estamos aplicando com os quintos anos, como os relacionados à cidadania digital”, afirmou. Segundo ela, as crianças dessa faixa etária — em torno de 11 anos — já nasceram na era digital, o que as mantém engajadas nas atividades propostas.
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