Sérgio Reis usou as redes sociais para responsabilizar adversários políticos por medida cautelar do TCE/SE. Ele afirma que informações falsas teriam orientado os conselheiros e denuncia articulação para barrar recurso da prefeitura.
O prefeito de Lagarto, Sérgio Reis, utilizou suas redes sociais para atribuir à oposição a responsabilidade por uma recente decisão desfavorável à sua gestão, emitida pelo Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE). Ao comentar sobre a medida cautelar do tribunal, o prefeito afirmou que informações falsas repassadas por adversários políticos teriam influenciado a análise dos conselheiros.
Reis destacou que não conseguiu que o agravo apresentado pela Prefeitura fosse apreciado na quinta-feira devido a uma suposta articulação da oposição.
“A decisão que nos prejudicou foi claramente influenciada por fatores externos, ou seja, pela oposição que tenta desestabilizar nossa administração”, disse.
Ao questionar a credibilidade do órgão fiscal, o prefeito ignora que a medida foi baseada em análises técnicas da 6ª Coordenadoria de Controle e Inspeção, além de um parecer do Ministério Público de Contas. A decisão foi aprovada de forma unânime pelos conselheiros do TCE.
Apesar da restrição imposta pelo Tribunal, Sérgio Reis manifestou a intenção de buscar alternativas para viabilizar a realização do festival que sua gestão planeja. Ele ressaltou que o evento é uma prioridade para o município e que está disposto a encontrar soluções.
Recentemente, a situação financeira da gestão de Sérgio Reis passou a ser alvo de questionamentos. A polêmica começou com uma ação judicial da empresa Speed, que foi responsável pela estrutura do Festival da Mandioca de 2025. A empresa reclama cerca de R$ 4 milhões que, segundo ela, ainda não foram pagos pela Prefeitura. Além disso, a Speed solicitou que a administração municipal apresentasse a ordem cronológica de pagamentos, alegando que, mesmo sem quitar os débitos do festival anterior, já estaria realizando pagamentos a fornecedores contratados para o evento de 2026.
Outro episódio que ganhou destaque foi a denúncia do empresário do cantor Tayrone, que afirmou ainda não ter recebido os 50% restantes do cachê referente ao show realizado em 2025. Para agravar a situação, um áudio vazado de uma reunião no Mercado Municipal revelou que trabalhadores da limpeza estão há dois meses sem receber salários, o que gerou preocupação e indignação entre os funcionários e a população.
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