A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), uma instituição de alta complexidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES), conta com uma Agência Transfusional em funcionamento 24 horas. Este setor, que opera em colaboração com o Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), é responsável pelas transfusões de sangue para recém-nascidos e mães internadas na unidade.
A Agência Transfusional é um espaço especializado dentro do hospital que se encarrega de armazenar sangue e seus hemoderivados, além de realizar testes de compatibilidade e pré-transfusionais. A equipe é responsável por receber as bolsas de hemocomponentes do Hemose, acondicionar e fracionar as quantidades necessárias para atender às necessidades de bebês e mães que requerem transfusões.
Segundo Paulo Celso Curvelo Junior, responsável técnico da Agência Transfusional da MNSL, “a Agência Transfusional da MNSL segue rigorosos processos regidos por portarias de consolidações que orientam o funcionamento do serviço de hemoterapia, realizando desde o atendimento a solicitações de transfusões, como testes complementares envolvendo a imuno-hematologia que norteiam a equipe multidisciplinar às condutas técnicas e assistenciais dos pacientes”.
Álvaro Henrique Silva Santos, biomédico da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH) que atua na Agência Transfusional, explicou que o setor recebe as solicitações médicas, faz os testes pré-transfusionais e a reclassificação das bolsas de sangue. “Depois de todo esse processo, liberamos o hemoderivado, entramos em contato com a ala onde se encontra o recém-nascido ou a mãe e acionamos a equipe de transfusão para levar até o paciente. Com uma bolsa recebida do Hemose, podemos atender, em média, quatro ou cinco RN, dependendo da quantidade solicitada para cada”, afirmou.
A biomédica da MNSL, Robéria de Lima Santos, ressaltou que a diferença da Agência Transfusional da maternidade é a presença de uma equipe de enfermagem exclusiva para a transfusão de sangue nos bebês. “Nem todas as agências têm uma equipe de enfermagem dedicada a esse serviço, a maioria não possui, somente aqui e no Huse. Com uma equipe de enfermagem exclusiva, o ato transfusional é mais ágil, pois não depende da demanda do setor. Assim que o sangue está pronto e o paciente está apto a receber, já é realizada a transfusão, que pode ocorrer quase que de imediato, dependendo do quadro do paciente”, explicou.
Luíza Martinho de Santana Santos e John Alisson Santos Silva, moradores de Nossa Senhora do Socorro, são pais de gêmeos internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin). Luíza, que enfrentou complicações durante a gestação e precisou de transfusão, destacou a importância do serviço: “É muito bom saber que tem um local aqui dentro da maternidade que tem sangue disponível para quando nós precisarmos”.
Emellyn Daiane Prazeres dos Santos, de 18 anos, também precisou de transfusão após o parto. “Achei incrível saber que tem uma agência de sangue aqui. O Governo está de parabéns por mais este serviço, porque estou sendo bem tratada desde a alimentação, as medicações e até o sangue para eu não ficar fraca e conseguir amamentar a minha Ester”, elogiou.










Fonte: Saúde – Sergipe
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