O estado de Sergipe deu um importante passo na área da saúde ao realizar, pela primeira vez, transplantes de fígado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O feito ocorreu em maio de 2026, na Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (FBHC), fruto de investimentos significativos do Governo do Estado.
Para detalhar essa nova fase na saúde pública sergipana, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e o Hospital de Cirurgia promoveram uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 10, reunindo profissionais da área e a imprensa local.
Com a implementação deste serviço, Sergipe se junta à lista de estados brasileiros que realizam transplantes de fígado, representando um avanço significativo na assistência à saúde da população. O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, destacou a importância dessa conquista: “Esse momento é um marco histórico na saúde de Sergipe e é a prova de que investir em saúde transforma e salva vidas. Para nós, é um imenso orgulho ver Sergipe realizar os primeiros transplantes hepáticos da sua história por meio do SUS, contando com uma equipe profissional formada por sergipanos”, afirmou.
A iniciativa é resultado de um contrato firmado entre a SES e o Hospital de Cirurgia, com um investimento anual superior a R$241 milhões, que assegura à população acesso a serviços de alta complexidade. Além dos transplantes de fígado, a parceria também possibilitou a retomada dos transplantes renais com doador falecido, após 13 anos de inatividade. Desde o início do serviço em janeiro deste ano, 20 transplantes já foram realizados, sendo 18 renais e dois hepáticos.
A interventora judicial do Hospital de Cirurgia, Márcia Guimarães, destacou a relevância dessa conquista para os pacientes: “Ficamos muito felizes pelos pacientes hepáticos que passam a não peregrinar tanto para realizar um transplante, que precisa de um tempo de espera muito pequeno. Aqueles pacientes sergipanos que precisavam se deslocar até outros estados para serem transplantados tinham uma dificuldade maior”, ressaltou.
Os transplantes de fígado são indicados, na maioria dos casos, para pacientes com tumores cancerígenos no fígado ou com sinais de falência do órgão. O chefe do Serviço de Transplante Hepático do Hospital de Cirurgia, Leandro Barros, enfatizou a complexidade do procedimento: “O transplante de fígado requer muita expertise, uma equipe profissional e assistencial forte e treinada, e um hospital comprometido em ajudar o paciente. Com o início dos transplantes hepáticos em Sergipe, conseguiremos dar a estes pacientes um caminho mais rápido até o tratamento adequado”, afirmou.
A realização do transplante depende diretamente da doação de órgãos. Em Sergipe, a Organização de Procura de Órgãos (OPO) e a Central Estadual de Transplantes (CET) são responsáveis pela doação, captação e transplantes de órgãos, além de promoverem campanhas educativas sobre a importância da doação.
Dados da CET indicam que, de janeiro de 2026 até agora, Sergipe já contabilizou 27 doadores, com a captação de três corações, 36 rins e 17 fígados.
Benito Fernandez, coordenador da CET, reforçou a importância desse avanço: “A realização de transplantes de fígado em Sergipe é um marco histórico do estado. Esse tipo de transplante exige um pouco mais de complexidade, então isso denota que o estado tem a capacidade de realizar esse tipo de procedimento. Com isso, vamos atender os pacientes hepatopatas sergipanos, que precisam do transplante, no seu próprio estado, permitindo que eles fiquem próximos da sua família e amigos, e tenham custos menores”, concluiu.








Fonte: Saúde – Sergipe
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